Redação Exame
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 17h42.
Quando se trata de entrevistas de emprego, muitos candidatos focam apenas em mostrar resultados, habilidades técnicas ou experiências profissionais marcantes.
Mas, para Yolanda Seals-Coffield, diretora de Pessoas e Inclusão da PwC nos EUA, a pergunta mais reveladora nem sempre está no seu currículo. Ela quer saber: o que você faz fora do trabalho? As informações são da CNBC.
Embora a seção de “interesses pessoais” esteja desaparecendo dos currículos, Seals-Coffield ainda faz questão de trazê-la à tona durante suas entrevistas.
Segundo ela, essa pergunta tem um objetivo claro: quebrar a barreira do script profissional e acessar a autenticidade do candidato.
“Quero ver a essência da pessoa. O que ela realmente valoriza, o que move sua energia fora do ambiente corporativo”, explica. E isso, para a executiva, diz muito sobre como o candidato se comporta em equipe, se comunica e se conecta com os outros.
A pergunta pode parecer informal, mas exige preparo e honestidade. Dizer que faz trilhas todos os dias ou que atua em várias ONGs aos finais de semana pode soar falso se não for verdadeiro. Seals-Coffield diz que valoriza respostas sinceras e possíveis, como:
“Gosto de ouvir audiolivros”
“Medito pela manhã”
“Passo meu tempo livre com meus filhos”
A chave está em mostrar quem você é além do crachá. E isso passa por um tipo de comunicação muitas vezes negligenciada por jovens profissionais: a comunicação emocional e autêntica.
Seals-Coffield alerta: preparar-se para entrevistas é essencial — mas ensaiar demais pode ser um erro.
Ela consegue perceber quando um candidato está dizendo exatamente o que acha que o recrutador quer ouvir. “Quando a resposta soa decorada, você perde a oportunidade de me mostrar quem realmente é”, afirma.
Essa percepção é especialmente importante para quem está em início de carreira. A tentativa de parecer “perfeito” pode atrapalhar mais do que ajudar. Ser genuíno e saber contar sua própria história com clareza e segurança é uma vantagem real.
Tudo. A habilidade de se expressar com verdade, clareza e equilíbrio — sem exageros ou máscaras — é a base da comunicação assertiva. E é justamente esse tipo de comunicação que se destaca em entrevistas, reuniões, dinâmicas de grupo ou apresentações.
No contexto profissional, saber se comunicar de forma assertiva não é só falar bem — é se posicionar com autenticidade e escuta ativa. É entender o momento, o tom e o impacto do que se diz. E é isso que entrevistadores como Seals-Coffield estão buscando.
Em um mundo onde todos falam, poucos realmente são ouvidos. Profissionais que dominam a comunicação assertiva se destacam, inspiram confiança e são lembrados por sua clareza e equilíbrio.
Agora é sua vez de desenvolver essa habilidade e transformar o modo como você se expressa e como as pessoas te escutam.
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