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Eleições em Portugal: quem são candidatos — e o que dizem as pesquisas

Com o país dividido entre candidato populista de direita e candidato socialista moderado, as eleições prometem ser polarizadas no segundo turno

O candidato do Partido Socialista, António José Seguro, e André Ventura, do partido Chega, de direita  (AFP)

O candidato do Partido Socialista, António José Seguro, e André Ventura, do partido Chega, de direita (AFP)

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 14h19.

O ex-ministro e ex-líder socialista António José Seguro do Partido Socialista e o líder de populista André Ventura do partido de direita Chega disputarão a Presidência de Portugal em um raro segundo turno das eleições, o primeiro desde 1986 e o segundo desde que o país deixou de ser uma ditadura em 1976.

As eleições finais acontecem neste domingo, 8 de fevereiro.

O papel do presidente na política de Portugal, uma república parlamentarista, é altamente cerimonial em comparação ao poder político do primeiro-ministro. No entanto, cabe a presidente exercer a função de Estado, o que o torna responsável máximo pelas Forças Armadas, capaz de, por exemplo, mobilizar ou desmobilizar tropas. Do ponto de vista internacional, o presidente português recebe e faz visitas de Estado.

Seguro vs. Ventura

Ao prometer moderação e independência de políticas partidárias, Seguro faz sua candidatura apelando à estabilidade do braço centrista do Partido Socialista: promete não ser um “primeiro-ministro nos bastidores”, preferindo ao invés disso dirigir seus esforços para a unificação da política fragmentada do país.

Ventura, por sua vez, busca capitalizar na inquietação e insatisfação do povo português, em pautas como imigração e corrupção, prometendo ser um “presidente intervencionista”.

Apesar do poder mais simbólico no cotidiano, ainda é o presidente que apontará o primeiro-ministro, e o cargo ainda possui certos poderes de veto e a autoridade legislativa para dissolver o parlamento, resultando efetivamente em novas eleições gerais.

Eleições de Portugal: o que dizem as pesquisas

O candidato socialista Seguro foi o vencedor do primeiro turno, no dia 18 de janeiro, com 31,1% dos votos, contrariando os prognósticos que previam a vitória de Ventura.

Durante sua campanha, o candidato de direita enfrentou controvérsias e alegações de racismo contra populações do povo Romani e imigrantes do sul asiático, e uma juíza determinou que removesse pôsteres eleitorais considerados racistas com essas minorias.

As mais recentes pesquisas, conduzidas entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro pela Universidade Católica Portuguesa, revelam que Seguro lidera com 67% das intenções de voto, contra 33% de Ventura.

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