Carreira

Apresentado por PIN PEOPLE

Escuta contínua e dados orientam a liderança em times multigeracionais

Organizações ajustam práticas de gestão para lidar com expectativas distintas entre cinco gerações no ambiente de trabalho

Escuta contínua e decisões orientadas por dados: Pin People ajuda empresas a entender e melhorar a experiência do colaborador. (Pin People/Divulgação)

Escuta contínua e decisões orientadas por dados: Pin People ajuda empresas a entender e melhorar a experiência do colaborador. (Pin People/Divulgação)

EXAME Solutions
EXAME Solutions

EXAME Solutions

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 10h49.

A convivência inédita entre profissionais formados em um mundo analógico e jovens que iniciaram a carreira conectados ao smartphone redefine, dia após dia, a dinâmica do trabalho nas organizações. À medida que cinco gerações compartilham projetos, decisões e rotinas, liderar equipes deixou de ser apenas sobre orientar e passou a englobar questões como interpretar expectativas diversas, ajustar cadências de interação e construir um ambiente capaz de acomodar ritmos e visões de mundo profundamente distintas.

Nesse contexto, empresas de todos os setores descobrem a urgência de novas práticas de gestão, sustentadas por escuta contínua e dados de experiência no trabalho. O movimento também aparece em pesquisas recentes. Segundo a Pesquisa de Diversidade Geracional 2024, realizada pela PwC Brasil em parceria com a FGV EAESP, 95% dos participantes reconhecem os benefícios da convivência entre gerações, mas 65% das empresas ainda não possuem programas estruturados para lidar com esse tema.

“Quando olhamos para o ambiente de trabalho hoje, em uma perspectiva de diversidade geracional, não dá mais para falar em ‘futuro’. A organização multigeracional já é o presente”, afirma Frederico Lacerda, CEO da Pin People, solução para aplicação e análise de pesquisas organizacionais com foco em engajamento e Employee Experience.

Segundo o executivo, a convivência entre Baby Boomers, Geração X, Millennials, Geração Z e Alpha (geração representada hoje por jovens aprendizes) requer lideranças capazes de ajustar o “como” escutar e interagir de acordo com cada público. Isso inclui variações na frequência de conversas individuais, no formato dos feedbacks, no nível de autonomia e nos canais de comunicação utilizados ao longo da rotina, o que pode ser a diferença entre construir ou não um time de alto desempenho.

As diferenças de expectativas aparecem no dia a dia: equipes mais jovens tendem a preferir retornos rápidos e diretos, enquanto profissionais com mais tempo de carreira costumam valorizar ciclos mais formais.

Competências essenciais para liderar cinco gerações

Esses desafios também se refletem nos dados coletados pelas próprias empresas. O estudo Panorama da Experiência do Colaborador 2025, da Pin People, fez um recorte de pesquisas realizadas por meio da plataforma da empresa, reunindo mais de 500 mil respostas e 400 mil comentários, aplicados em diferentes etapas da jornada do colaborador, do onboarding à saída.

Os dados revelam diferenças relevantes na satisfação (mensurada pelo eNPS) entre gerações — Geração Z (+58), Y (+63), X (+65) e Boomers (+67) —, indicando percepções distintas sobre autonomia, comunicação e desenvolvimento ao longo da jornada. Essas variações confirmam que não existe uma abordagem única para liderar em ambientes multigeracionais: cada geração demanda ajustes específicos nas práticas de gestão, desde a frequência de feedbacks até os canais de comunicação preferidos.

Diante desse cenário, decisões baseadas apenas em intuição deixam de ser suficientes, e cinco competências se tornam centrais para quem lidera equipes:
● comunicação clara e inclusiva;
● criação de segurança psicológica;
● mediação ativa de expectativas;
● prática consistente de feedback;
● alfabetização em dados aplicados à gestão de pessoas.

Escuta contínua e decisões mais seguras

Ouvir com atenção e intenção se consolidou como uma das práticas mais eficazes para reduzir ruídos entre gerações e orientar decisões. Para Frederico Lacerda, esse processo funciona como um mecanismo permanente de captação das percepções do time. Quando implementada de forma consistente, a escuta contínua permite que lideranças identifiquem rapidamente onde surgem atritos geracionais e ajustem suas estratégias, evitando soluções padronizadas antes que os problemas impactem o engajamento e a retenção.

Os clientes da Pin People implementam, por meio da combinação de metodologia robusta e de uma plataforma SaaS de pesquisas organizacionais intuitiva, o acompanhamento de toda a jornada do colaborador — do processo seletivo ao desligamento.

A escuta ocorre em cadência e segue três movimentos complementares:
● perguntar no momento certo, capturando sinais nas diferentes etapas da jornada;
● interpretar resultados para distinguir tendências reais de oscilações pontuais;
● devolver o que foi aprendido, conectando dados a ações concretas.

Empresas que realizam pesquisas em múltiplos momentos da jornada (seleção, onboarding, dia a dia e offboarding) e compartilham os resultados com suas lideranças demonstram maturidade em escuta organizacional e conquistam um diferencial competitivo, alcançando maior produtividade, times alinhados à cultura e aos objetivos da empresa e redução nos gastos com desligamento (turnover).

A tecnologia também ampliou esse processo de forma significativa. A plataforma da Pin People utiliza inteligência artificial para classificar e organizar comentários por sentimentos e tópicos, preservando a confidencialidade e permitindo identificar padrões qualitativos em escala. Essa capacidade de transformar centenas de milhares de comentários em inteligência acionável é o que diferencia uma plataforma estratégica de inteligência organizacional de uma solução de pesquisa tradicional. Não se trata apenas de coletar dados, mas de convertê-los em insights que orientem as decisões de liderança com precisão e velocidade.

A análise conecta o que é dito, em texto livre, a indicadores como eNPS e LNPS, revelando temas recorrentes por área, etapa da jornada, geração e outros recortes organizacionais. Tornar explícito “o que ouvimos” e “o que vai mudar” fortalece a coerência entre discurso e prática e sustenta o engajamento no longo prazo.

O que isso exige da formação de lideranças

A preparação das lideranças começa pela definição clara do que se espera que elas entreguem: direção, priorização, coragem — e preparação — para conversas difíceis e coerência com a cultura. A escuta ao longo da jornada do colaborador ajuda a identificar onde surgem atritos e onde a liderança mais influencia a experiência no dia a dia.

Em ambientes multigeracionais, essa preparação é ainda mais crítica: lideranças precisam compreender não apenas quais são os problemas, mas também como diferentes gerações percebem e reagem a eles. Dados sobre eNPS por geração, análises de comentários segmentadas por faixa etária e indicadores de justiça organizacional — temas que emergem como críticos nas pesquisas atuais — oferecem o mapa necessário para agir de forma assertiva.

A leitura integrada de indicadores quantitativos e evidências qualitativas revela comportamentos e condições de trabalho que sustentam ou limitam a atuação. Para evitar que o desenvolvimento se torne um evento isolado, Lacerda defende a conexão entre capacitação, prática e avaliação, acompanhando percepções imediatas e efeitos no trabalho.

Para os próximos anos, o que irá orientar a evolução da liderança e da experiência das pessoas colaboradoras são:
● bem-estar como estratégia de negócio;
● ambientes multigeracionais bem-orquestrados;
● IA aplicada com equilíbrio humano;
● lideranças no centro da experiência;
● gestão analítica contínua.

Essas frentes não são isoladas. Elas funcionam em sinergia quando sustentadas por uma prática consistente de escuta organizacional. “Quando a empresa trata bem-estar como infraestrutura — com rituais, governança e métricas —, a conta fecha em engajamento, performance e retenção”, resume Lacerda.

Essa infraestrutura começa com uma escolha fundamental: investir em uma solução de pesquisas organizacionais que não apenas coleta dados, mas os transforma em inteligência estratégica.

Para empresas que lideram em ambientes multigeracionais e buscam tomar decisões baseadas em evidências — e não em intuição —, a Pin People se posiciona como a escolha que conecta ciência, tecnologia e metodologia humana em uma única solução para construir um ambiente de trabalho que atrai, engaja e retém talentos.

Acompanhe tudo sobre:branded-content

Mais de Carreira

Com 20 mil na folia, 'Passa Lá no RH' marca nova era da gestão de pessoas em bloco de carnaval

Três comandos do ChatGPT para ser promovido no trabalho

Como treinar seu cérebro para gostar de tarefas difíceis, conta psiquiatra de Stanford

Este é o prompt perfeito para o ChatGPT, segundo presidente da OpenAI