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Ela começou vendendo comida no Facebook e hoje fatura mais de US$ 1 milhão com alimentos indianos

Fundadora da Shivani’s Kitchen cresceu 100% em um ano e projeta expansão nacional com estratégia enxuta

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 14h16.

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O que começou como uma renda extra oferecida por meio de anúncios no Facebook em 2014 se transformou em um negócio com faturamento superior a US$ 1 milhão por ano.

Aos 40 anos, a empreendedora Shivani Dhamija, moradora de Halifax, no Canadá, fundou a Shivani’s Kitchen, marca especializada em alimentos indianos autênticos, como paneer (queijo cottage) e bases para molhos. Seus produtos estão hoje em redes de grande escala como Costco e Walmart, e a empresa cresceu 100% em 12 meses.

Com um histórico de trabalhos administrativos e atendimento ao público, Shivani percebeu uma lacuna no mercado: estudantes e imigrantes indianos que não sabiam cozinhar, mas buscavam comida caseira. Sem grandes investimentos, criou uma página no Facebook e começou a oferecer refeições. A demanda veio rápida, e com ela, a oportunidade de transformar o que era um projeto paralelo em um negócio escalável. As informações foram retiradas da Entrepreneur.

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Crescimento baseado em validação real de mercado

Dhamija iniciou o negócio com estratégia direta: produzir sob demanda e só comprar ingredientes após fechar as primeiras encomendas. A eficiência desse modelo enxuto foi essencial para validar o produto e entender o comportamento do consumidor.

A primeira grande virada veio com a produção das misturas de especiarias da mãe, que rapidamente ganharam popularidade, inclusive entre não indianos.

Ao perceber que os clientes buscavam praticidade, autenticidade e sabor, ela lançou molhos e paneer com ingredientes naturais. O sucesso local abriu caminho para os primeiros contratos com mercados e, mais tarde, com grandes redes varejistas. A chave para o crescimento, segundo a empreendedora, foi responder diretamente a uma demanda já existente com um produto de valor agregado.

Erros estratégicos que viraram lição financeira

Nem tudo foi crescimento linear. Em 2018, a fundadora decidiu abrir um restaurante indiano a convite de um mercado local — mas teve de fechar as portas dois anos depois, com a chegada da pandemia. O maior erro, diz ela, veio em seguida: a construção de uma unidade de produção própria certificada pelo governo federal, que exigiu um investimento elevado e operava com margens de lucro mínimas.

Se pudesse voltar no tempo, ela afirma que teria optado por terceirização da produção e embalagem, evitando a alocação de capital em ativos fixos com retorno lento. Para quem atua em finanças corporativas, o caso é um exemplo claro de como decisões sobre CAPEX e estrutura operacional podem impactar diretamente a lucratividade, especialmente no setor de bens de consumo embalados (CPG), conhecido por suas margens apertadas e regulamentação rígida.

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Uma falha logística que quase custou o contrato com o Walmart

Outro ponto crítico na jornada da Shivani’s Kitchen ocorreu durante o lançamento dos produtos na rede Walmart. Com os paletes já em trânsito, a equipe descobriu um erro fatal: todos os SKUs estavam com o mesmo código de barras, o que tornaria impossível o controle de estoque e a venda dos produtos nas lojas.

Para evitar um prejuízo ainda maior, a empresa decidiu interceptar o lote antes da entrega, reimprimir etiquetas e refazer o envio. A operação resultou em meses de atraso, perda de parte do estoque e impacto financeiro direto. Mas também foi uma lição crucial em controle de qualidade, padronização e preparação para operar em redes de grande escala.

Receita escalável, canais diversificados e presença nacional

Hoje, a Shivani’s Kitchen opera com distribuição em grandes redes como Walmart e Costco, além de vendas diretas ao consumidor. A receita, que dobrou de US$ 500 mil para mais de US$ 1 milhão em um ano, é impulsionada por um portfólio enxuto, mas de alto giro.

A fundadora dedica entre 50 e 60 horas semanais ao negócio, com uma rotina flexível que equilibra gestão, vendas, produção e vida familiar. Com planejamento, ela organiza sua semana para que segundas e terças sejam dedicadas à operação e sextas ao trabalho mais estratégico e criativo. A flexibilidade é um benefício, mas a carga de trabalho é intensa — como em qualquer negócio em crescimento acelerado.

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