(Reprodução/LinkedIn)
Redação Exame
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 14h34.
Jaclyn Johnson não nasceu querendo empreender, queria um cargo executivo, um salário estável e uma sala de canto. Mas duas demissões consecutivas mudaram sua rota.
Com experiência em marketing e comunicação, começou a prestar serviços como freelancer e, em seguida, fundou a agência No Subject. Anos depois, com US$ 50 mil de suas economias, decidiu investir em si mesma para criar o que viria a ser seu maior acerto: a Create & Cultivate, plataforma voltada para mulheres empreendedoras e profissionais criativas.
Em 2021, vendeu o negócio por US$ 22 milhões, e dois anos depois, o recomprou por um valor seis vezes menor. As informações foram retiradas do Business Insider.
Ao decidir apostar na Create & Cultivate como negócio principal, Jaclyn enfrentou seu primeiro grande dilema financeiro: manter sua agência já lucrativa ou investir quase todos os seus US$ 50 mil em economia pessoal em um projeto novo, ainda incerto. Foi a mãe quem a encorajou a fazer o movimento: se ela já pagava agências e profissionais para ajudar outras marcas, por que não usaria esse mesmo recurso para investir na própria?
Esse movimento marca um conceito essencial em finanças corporativas: investir capital próprio como “sinal de confiança” ao mercado e parceiros.
Em 2021, já exausta após os impactos da pandemia no setor de eventos, Johnson vendeu a Create & Cultivate para uma empresa de private equity por US$ 22 milhões. Embora o valor tenha sido inferior a propostas pré-pandemia, ela considerou a operação estratégica. Como sócia majoritária, recebeu uma quantia significativa em dinheiro, o que mostra a importância de reter controle societário ao longo do crescimento da empresa.
A operação ensina um ponto fundamental das finanças corporativas: valor de mercado é uma fotografia do momento, não uma sentença definitiva. Mesmo em condições adversas, a clareza sobre a proposta de valor e o público-alvo garantiu que a empresa fosse atrativa no mercado de M&A.
Mesmo após a venda, Johnson permaneceu por um tempo como CEO e depois como membro do conselho, mantendo certa influência sobre os rumos da Create & Cultivate. Cerca de 18 meses depois, descobriu que a empresa estava novamente à venda — e, surpreendentemente, surgiu a possibilidade de recomprá-la por um valor seis vezes menor do que havia recebido na venda.
A recompra por um valor de seis dígitos foi possível não apenas pelo momento do mercado, mas porque Johnson manteve proximidade com a operação e conhecimento sobre a estrutura financeira da empresa. Esse tipo de movimento demonstra o valor de acompanhar a performance do negócio mesmo após a saída — e estar estrategicamente posicionado para reinvestir, se necessário.
Diferente da primeira fase, em que o crescimento foi orgânico, a nova etapa da Create & Cultivate começou com a captação de US$ 2,6 milhões em venture capital. O objetivo agora é claro: criar uma operação escalável, sustentada por eventos de alto valor agregado com especialistas e tecnologia, mantendo a qualidade da experiência da comunidade que construiu ao longo dos anos.
Essa nova fase reflete uma mentalidade madura de finanças corporativas: o capital levantado serve à estratégia, e não o contrário. Com mais clareza sobre o mercado e sua proposta de valor, Johnson adota um modelo que equilibra inovação com responsabilidade financeira.
Ao longo do processo, Johnson enfrentou dilemas comuns a fundadores: envolvimento emocional, desgaste com o processo de venda e a sensação de estar se afastando de algo que construiu do zero. No entanto, soube separar o afeto da racionalidade financeira.
Ao vender, ela garantiu liquidez e autonomia. Ao recomprar, identificou uma janela de oportunidade financeira baseada em conhecimento de mercado e timing estratégico. A trajetória mostra que um negócio é, acima de tudo, um ativo financeiro que precisa ser constantemente avaliado, reestruturado e reposicionado.
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