Primeira edição do Clube CHRO EXAME em 2026, em SP: reflexões sobre o ano que começa (Gabriel Silveira/Exame)
Editor de Negócios e Carreira
Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 14h49.
Última atualização em 29 de janeiro de 2026 às 15h00.
O ano de 2026 começa sob pressão para os gestores de Recursos Humanos. Em um ambiente com juros ainda elevados, eleições internacionais à vista e uma nova fase da reforma tributária em andamento, as empresas se veem diante de um desafio duplo: entregar resultados em um calendário com menos dias úteis e enfrentar uma escassez crescente de profissionais qualificados.
Foi nesse cenário que aconteceu a primeira edição do Clube CHRO EXAME, ponto de encontro entre lideranças de RH de algumas das maiores empresas do país. O evento foi realizado na noite de 27 de janeiro, no Fogo & Fuego, espaço em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.
O encontro marcou o início das atividades do clube em 2026, com apoio da Alelo, operadora de benefícios corporativos, e da Elofy, plataforma de gestão de pessoas da multinacional italiana Zucchetti. A programação teve como foco um bate-papo sobre as aspirações e os principais obstáculos das áreas de RH neste ano.
A conversa foi mediada por José Cláudio Securato, CEO da EXAME Educação e da Saint Paul Escola de Negócios, que apresentou um panorama econômico e geopolítico para 2026.
Securato apontou que a liderança hoje precisa lidar com dois tipos de pressão: a externa, provocada por mudanças no fluxo de capital global, e a interna, ligada à escassez de talentos e à complexidade da gestão de pessoas.
“Vivemos um momento de ruptura geopolítica que gera fluxo de capitais para o Brasil, mas o verdadeiro gargalo organizacional não é financeiro. É humano — está na falta de talentos qualificados e na dificuldade de entender como as decisões realmente são tomadas”, afirmou.
A principal discussão da noite girou em torno de como liderar pessoas em um ambiente que exige decisões rápidas, mas baseadas em fatores muitas vezes subjetivos.
Securato destacou que, apesar da tendência de se tratar a gestão como um processo lógico, a tomada de decisão é, em grande parte, emocional. “O erro da gestão racional é tentar explicar cultura e engajamento via propósito, quando a vontade humana não reside na razão. Nós decidimos por impulso e justificamos depois com lógica”, disse.
Além da análise econômica e social, o evento buscou oferecer um espaço de escuta entre os CHROs. Para Elaine Dantas, da Copastur, a troca de experiências entre executivos de diferentes setores reforça a atuação do RH dentro das empresas.
“Esses encontros fortalecem nossa atuação dentro das organizações. Ao longo do caminho, entre diálogos, trocas, aprendizados, dores e risos, construímos um ambiente de escuta, respeito e confiança. Para mim, ser parte do Clube CHRO é ter um espaço seguro para aprender, compartilhar vulnerabilidades, evoluir como líder e levar tudo isso, diariamente, para a Copastur e para as pessoas”, afirma.
Ao longo de 2026, o Clube CHRO deve promover novos encontros com foco na troca de experiências sobre liderança, cultura, desenvolvimento e retenção de talentos — temas que devem continuar no centro das decisões organizacionais neste ano.
O evento contou com a presença de nomes de peso no cenário corporativo brasileiro, com representantes de empresas como: