Redação Exame
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 10h46.
Amit Walia, CEO da empresa Informatica, comanda hoje uma companhia avaliada em US$ 7,6 bilhões. No entanto, antes de chegar ao topo, ele passou por um dos ambientes corporativos mais exigentes do mundo: a consultoria McKinsey & Company.
O executivo, assim como outros nomes de peso do mundo dos negócios, como Sundar Pichai (Google) e Tony Xu (DoorDash), usou a experiência na consultoria como alicerce para sua trajetória de liderança.
A passagem pela McKinsey, onde Walia atuou por quase cinco anos como gerente sênior de projetos, foi decisiva para que ele desenvolvesse habilidades críticas exigidas nas altas esferas das finanças corporativas. Com um MBA pela Kellogg School of Management da Northwestern University, o executivo descreve o ambiente da consultoria como “intenso”, mas também como um campo de treinamento fundamental para a tomada de decisão estratégica e a capacidade de operar sob pressão.
“Na McKinsey, você é realmente colocado em situações difíceis… Você precisa sempre ter uma mente clara para ser muito analítico, para realmente destilar o problema até sua essência”, explicou. As informações foram retiradas da Fortune.
Walia chegou à McKinsey após uma trajetória que já demonstrava precocidade em liderança. Aos 22 anos, ele já comandava 20 mil funcionários na indiana Tata Steel. Passou pela Infosys Technologies e depois se especializou em gestão, optando pela carreira de consultoria com o objetivo de ampliar seu repertório em negócios.
A McKinsey, como revela a Fortune, aposta deliberadamente em um modelo de desenvolvimento que alterna seus profissionais entre diferentes setores e regiões, forçando-os a sair constantemente da zona de conforto. Essa abordagem, marcada por feedback constante e uma cultura de debate construtivo, é o que Walia aponta como o diferencial da empresa. “Você se torna uma pessoa melhor ao ser desafiado pelo ambiente de muitas outras pessoas inteligentes”, reforça.
Nesse processo, a síndrome do impostor aparece como uma constante entre os colegas — mas, em vez de paralisar, serve como combustível para o crescimento. “Sempre brinco que todo mundo lá se sente um impostor, porque você está sempre ao lado de outra pessoa brilhante. Então você se esforça mais e aprende com todos”, disse.
Na prática, a experiência de Walia evidencia como ambientes de alta exigência moldam profissionais capazes de operar nas mais altas esferas das finanças corporativas. A rotina na McKinsey, segundo o executivo, o ensinou a identificar o que realmente importa em meio a um mar de variáveis — uma habilidade essencial para qualquer CFO, executivo de planejamento estratégico ou líder que precisa tomar decisões com impacto financeiro direto sobre a organização.
O modelo da consultoria também valoriza a resolução de problemas baseada em hipóteses — um método que, embora comum em empresas de tecnologia e consultorias, tem se tornado cada vez mais importante também no mundo das finanças. A capacidade de analisar cenários incertos e tomar decisões mesmo diante de ambiguidades é um diferencial que separa os profissionais operacionais dos verdadeiramente estratégicos.
“Feedback é um presente”, afirma Walia, ao destacar que a cultura de avaliação constante e aprendizado contínuo é um dos pilares que o ajudaram a evoluir. Para ele, não se trata de apontar erros, mas de revelar oportunidades de melhoria, algo essencial para quem deseja escalar posições em estruturas financeiras complexas.
Os números confirmam o papel da McKinsey como uma verdadeira fábrica de CEOs: segundo levantamento da Fortune, ao menos 18 CEOs de empresas da Fortune 500 e 28 CEOs globais passaram pela companhia. Nomes como Jane Fraser (Citigroup) e Ryan McInerney (Visa) também são egressos da consultoria.
Essa concentração de líderes não é acidental. Trata-se de um modelo estruturado de desenvolvimento profissional que enfatiza a adaptabilidade, a exposição a desafios reais de mercado e uma cultura organizacional que promove o pensamento crítico. Para empresas, essa fórmula forma gestores prontos para tomar decisões complexas. Para os profissionais, abre portas para posições de altíssimo impacto nas finanças corporativas.
A executiva Liz Hilton Segel, sócia sênior da McKinsey, resume o impacto desse modelo: “Você começa a acreditar que mais é possível. Você desenvolve um padrão de reconhecimento que vem de ajudar um cliente a fazer algo que ele nem achava ser possível — e isso constrói uma confiança que você carrega para sempre”.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.
O treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo. Por isso, ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a um conteúdo robusto, que inclui temas como análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.
Veja, abaixo, motivos para não ficar de fora dessa oportunidade imperdível.
EU QUERO PARTICIPAR DE TREINAMENTO VIRTUAL COM CERTIFICADO SOBRE FINANÇAS.