(Victor J. Blue/Bloomberg /Getty Images)
Redatora
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 10h48.
Para Larry Fink, CEO da BlackRock, a inteligência artificial pode repetir o impacto da globalização nos anos 1990, e isso deve acender um alerta em líderes, governos e profissionais.
Durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, Fink afirmou que, assim como a terceirização afetou empregos operacionais décadas atrás, a IA pode ameaçar o trabalho de escritório, especialmente cargos que dependem de tarefas repetitivas e análise de dados.
“Se a IA fizer com o trabalho de escritório o que a globalização fez com o trabalho braçal, precisamos enfrentar isso diretamente — com um plano crível para ampla participação nos benefícios”, ele conta.
O economista Lawrence D.W. Schmidt, do MIT, concorda com Fink. Segundo ele, o avanço da IA tem o potencial de gerar desigualdade, desvalorizando habilidades existentes e criando novas demandas para as quais muitos profissionais ainda não estão preparados.
“Assim como outras disrupções tecnológicas, a IA vai criar vencedores e perdedores no mercado de trabalho”, diz.
Mas Schmidt também vê oportunidade. Empresas que souberem implementar IA de forma estratégica tendem a aumentar sua produtividade, receita — e, em muitos casos, até o número de funcionários.
Apesar dos alertas, a boa notícia é que ainda há tempo para se adaptar. Estudos da Universidade de Yale apontam que, desde o lançamento do ChatGPT, não houve uma disrupção perceptível no emprego em escala global.
O segredo, segundo Schmidt, está em usar a IA para ampliar sua produtividade, e realocar seu tempo para tarefas que a tecnologia ainda não executa bem.
Schmidt destaca que a adaptação não deve ser responsabilidade apenas dos profissionais. Líderes empresariais e políticos precisam atuar para garantir transições justas e evitar que a IA concentre ainda mais riqueza.
“Empresas devem garantir aos seus funcionários que seus empregos estarão seguros — se colaborarem no uso da IA para tornar os negócios mais eficientes”, afirma.
Ou seja, trabalhadores que aprendem a usar IA devem ser protagonistas, não vítimas, dessa nova era.
De olho nesse movimento e nas perspectivas para o futuro do trabalho, a EXAME desenvolveu um curso virtual e gratuito sobre inteligência artificial.
O curso será transmitido ao vivo e terá duração de duas horas. O treinamento vai revelar as principais ferramentas de IA que todo profissional – independente do setor de atuação – precisa dominar. Essas ferramentas podem ser úteis para otimizar as tarefas no trabalho, criar um plano de carreira estruturado, ter reuniões mais assertivas e até mesmo conquistar aquela posição dos sonhos.
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