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TRENDS: É possível se prevenir de crimes de cibersegurança?

Serviços de monitoramento de dark web ganham relevância em momento de ameaça crescente dos crimes digitais
Brasil ocupa o quinto lugar como alvo de crimes cibernéticos no mundo (EThamPhoto/Getty Images)
Brasil ocupa o quinto lugar como alvo de crimes cibernéticos no mundo (EThamPhoto/Getty Images)
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BússolaPublicado em 03/11/2021 às 09:00.

Por Alexandre Loures e Flávio Castro*

De acordo com um levantamento feito pela empresa de consultoria estratégica global, Roland Berger, o Brasil ocupa o quinto lugar como alvo de crimes cibernéticos no mundo.

Em outra pesquisa, a Check Point Software constatou que os ataques semanais de sequestro virtual aumentaram 8% no Brasil neste ano.

Conforme esses crimes aumentam, cresce o interesse pela prevenção. Será que é possível prevenir?

Ataques DDoS, Phishing, Kits de Exploids e Ransomware são alguns nomes de conhecidos ataques que se perpetuam na Dark Web.

A web é um lugar muito profundo.

O usuário comum da internet surfa em uma pequena parte dela, superficial, que está disponível a todos nós, com endereços indexados por motores de busca como, por exemplo, o Google.

Saindo da superfície, encontramos o que chamam de Deep Web e Dark Web. Para a acessar as duas, é necessário usar softwares específicos e, em ambas, o usuário não é rastreado.

Isso não quer dizer que todos que entram nessas áreas sejam criminosos; agências governamentais utilizam a Deep Web para não serem expostas online, assim como administradores de dados de grandes empresas de tecnologia e até jornalistas.

Para entender melhor, a Deep Web é um lugar onde os sites que requerem acesso, por meio de um canal dedicado, estão. É o caso dos bancos online e também dos acessos aos nossos exames médicos.

Já a Dark Web, que fica dentro da Deep Web, é um mercado aberto para serviços ilícitos, onde os cibercrimosos se beneficiam do anonimato por causa da dificuldade de rastreio. É como se fosse um mercado ilegal que ocupa 5% da Web onde se encontra de tudo: drogas ilícitas, dados de cartão de créditos e outras coisas inimagináveis que não citaremos aqui.

De acordo com a Sixgill, empresa israelense de inteligência cibernética, o número de usuários da Dark Web cresceu 44% em 2020 e a tendência é aumentar.

Para se ter uma ideia, uma ação internacional da Europol prendeu 150 suspeitos de crimes da Dark Web e pagamentos de sequestro digital já ultrapassam US$ 5 bilhões, em dez anos.

A maioria das empresas armazena seus dados na nuvem sem a configuração adequada e, muitas vezes, ficam expostas.

Neste cenário, serviços de monitoramento da Dark Web ganham relevância. Empresas de segurança cibernética buscam se informações de uma empresa foram violadas, visualizam quais endereços de e-mails estão relacionados com essa empresa, vasculham sites onde possam conter credenciais que vazaram, detalhes de cartões de crédito e assim por diante.

A maior vulnerabilidade a ataques está nas pessoas, por isso esses serviços também envolvem treinamentos de funcionários para o comportamento seguro de navegação. Uma mera instalação de um programa ou um download de uma foto pode ser uma porta aberta a esses criminosos.

Proteger os dados de uma empresa é proteger seu maior bem.

É um investimento que não pode esperar, apesar de ainda haver muitas falhas.

Mas o policiamento desses crimes ainda é muito difícil e o melhor negócio é prevenir, afinal, cair nesse lugar obscuro é entrar em um universo onde nenhum de nós estamos seguros.

Leia mais:

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*Alexandre Loures e Flávio Castro são sócios da FSB Comunicação

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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