Programa visa formação de mulheres empreendedoras (Maskot/Getty Images)
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Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 07h00.
O projeto Energia Feminina visa proporcionar oportunidades para brasileiras que são ou querem se tornar empreendedoras, oferecendo capacitação para geração de renda. A iniciativa concederá R$ 910 mil para impulsionar negócios de mulheres nos estados de:
O projeto do Instituto Equatorial, do Grupo Equatorial, conta com cursos gratuitos de empreendedorismo, gestão financeira, marketing e vendas, sustentabilidade e eficiência energética.
As inscrições serão realizadas por meio de cadastro online, disponível no site www.cieds.org.br ou pelo link da bio do Instituto Equatorial (@institutoequatorial).
Ao todo, 784 mulheres serão capacitadas. 364 participantes avançarão para a etapa de desenvolvimento de planos de negócio, com acesso a capital semente e mentorias personalizadas, voltadas ao fortalecimento dos resultados e à perenidade dos empreendimentos.
“A conexão entre mulheres dentro do nosso projeto fortalece processos de aprendizagem e cria um ambiente de criatividade e evolução”, diz Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial.
A participação é direcionada a mulheres cadastradas no CadÚnico ou encaminhadas por serviços da assistência social.
O processo seletivo adota critérios inclusivos, com cotas para mulheres negras e atenção a outros grupos minorizados, como pessoas com deficiência (PCD), mulheres trans, populações tradicionais e nômades.
Na primeira edição, em 2025, o programa capacitou 360 mulheres, no Pará e no Piauí. Na etapa seguinte do projeto, 120 mulheres foram selecionadas para o processo de incubação, com acesso a capital semente, encerrando o ciclo com a realização de uma Feira de Negócios.
Entre os negócios fortalecidos pelo Energia Feminina estão iniciativas como o Yleus Ateliê Criações, fundado por Maria Suely, em Belém (PA).
O empreendimento atua com a produção artesanal de peças personalizadas, como terços, imagens em gesso e acessórios devocionais, valorizando a cultura local e o trabalho manual.
A empreendedora já atendeu mais de 200 clientes, transformando a arte em fonte de renda e fortalecimento da autoestima comunitária.
Outro exemplo é a marca Referência Preta, criada por Débora Raquel, em Teresina (PI), que nasceu para ampliar a representatividade de pessoas negras no mercado de roupas e acessórios.
O negócio oferece camisetas estampadas, ecobags, shoulder bags e peças customizadas, conectando moda, identidade cultural e empreendedorismo feminino. Durante a programação do projeto, Débora participou de apresentações de pitch, ampliando a visibilidade da marca e o acesso a novos mercados.