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Por Kelly Pinheiro e Denis Zanini Lima*

Entramos no mês de outubro e de repente tudo se tornou cor de rosa. Desta vez não é por conta do frenesi causado pelo lançamento de Barbie, o Filme, mas sim por um movimento que salva vidas: Outubro Rosa.

Agora respondam: zapeando o seu feed das redes sociais, quantas marcas/empresas já fizeram a alteração na logo para a versão rosa ou incluíram o lacinho (símbolo da iniciativa), com o objetivo de se mostrarem engajadas com a causa?

Quantas dessas empresas divulgaram informações de conscientização a respeito do diagnóstico precoce?

Uma última pergunta, para ir mais a fundo: quantas estão promovendo ações de incentivo à realização de exames de rastreio e consultas médicas para os times internos e/ou à população?

Pois bem... Apenas o lacinho rosa ou a adoção da cor na logo não fazem uma empresa verdadeiramente engajada com o movimento!

Por que precisamos FALAR DE VERDADE sobre o câncer de mama?

Você sabia que uma em cada quatro mulheres diagnosticadas com câncer no mundo, tem câncer de mama? E que uma em cada oito mulheres pode receber este diagnóstico durante a vida?

Segundo estimativas do Global Cancer Observatory (Globocan), elaboradas pela International Agency for Research on Cancer (Iarc), um em cada cinco indivíduos terão câncer durante sua vida e os dez principais tipos da doença representam mais de 60% do total de casos novos. 

Nas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente, com 2,3 milhões (24,5%) de casos novos, seguido pelos de cólon e reto, com 865 mil (9,4%); pulmão, com 771 mil (8,4%); colo do útero, com 604 mil (6,5%); e pele não melanoma, com 475 mil (5,2%) casos novos no mundo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - INCA, a estimativa para cada ano do triênio 2023 a 2025 para o Brasil é que ocorrerão 704 mil casos novos de câncer. Deste total, 74 mil (10,5%) serão de mama, correspondendo a um risco estimado de 66,54 casos novos a cada 100 mil mulheres.

“É importante enfatizar que a doença também ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil. O último levantamento do INCA traz 18.139 óbitos somente no ano de 2021. Ou seja, quase 50 mulheres morrem diariamente de câncer de mama”. 

Quem nos traz essa informação é a médica mastologista do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês Dra. Giovanna Gabriele, especialista e titular pela Sociedade Brasileira de Mastologia (TEMa) e chefe de equipe dos hospitais Nove de Julho e São Camilo Pompeia, de São Paulo (SP).

Para ela, este cenário pode mudar, se cada uma das empresas que aderir à campanha Outubro Rosa oferecer informação de verdade, falando abertamente sobre a doença e trazendo profissionais da saúde para esclarecer mitos e verdades, ao invés de apenas mudarem a cor da sua logo.

Campanhas de apoio às instituições ligadas ao atendimento de mulheres também são válidas?

Sempre são!

Os M&M’S, da empresa Mars, são um grande exemplo. No último ano, a edição limitada cor-de-rosa, comercializada durante o mês de outubro, teve o objetivo de gerar conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e estimular a realização dos exames de rotina. 

Desenvolvida em parceria com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), a campanha “Três Perguntas que Salvam” consolidou uma sequência de questionamentos que levam à reflexão, com reforço da mensagem de cuidado e prevenção.

Aqui, vemos nitidamente que há diversos pontos de cautela da marca para com a população, sem comercializar a doença e nem entrar somente no embalo do mês cor de rosa. Com uma iniciativa que envolveu três perguntas foi possível estimular que mais pessoas soubessem a respeito do câncer de mama, os tratamentos e a importância do diagnóstico precoce.

Outro case interessante é o da marca Natural One, que participa do movimento em parceria com a ONG Américas Amigas. O lançamento da Pink Lemonade diferenciada (a característica tampinha verde da marca ganhou a tonalidade rosa e símbolo da campanha) traz uma rotulagem especial com QR Code, que direciona os consumidores para conteúdos sobre a importância da detecção precoce da doença, com informações sobre o autoexame e a relevância do acompanhamento regular com especialistas, entre outros temas importantes a respeito da saúde feminina. Vale dizer que, em 2022, esta iniciativa também atendeu mais de 4.600 mulheres em doze cidades, com a realização gratuita de exames para a detecção do diagnóstico.

Se a sua empresa se preocupa de verdade com a causa, pode fazer A DIFERENÇA!

Para isso, exemplificamos com uma das iniciativas adotadas pelo Grupo Fleury (rede de laboratórios médicos), que além de realizar mamografias gratuitas para a população (também em conjunto com a ONG Américas Amigas), realiza anualmente uma ação focada no seu time interno. 

Durante o mês de outubro, todos os funcionários podem levar um familiar para realizar um check-up completo, com exames de rastreio para a detecção e tratamento contra o tumor. Estão inclusos ultrassom, mamografia, densitometria, colposcopia, vulvoscopia, papanicolau, eletrocardiograma, ressonância magnética e análises clínicas, além da vacinação contra a Influenza. Tudo isso gratuitamente.

E você pode pensar: “ah, mas trata-se de um laboratório, aí fica fácil.”

Sim, de fato fica “um pouco mais fácil”. Mas você cuidar dos seus funcionários e expandir este acolhimento para seus familiares, mostra que sua empresa está engajada de verdade! Afinal, fazer a diferença de verdade na vida das pessoas é muito mais eficaz do que apenas aparecer bonito nas redes sociais.

*Kelly Pinheiro é jornalista e fundadora e sócio-diretora da Mclair Comunicação e Denis Zanini Lima é diretor da Ynusitado Marketing Digital Intelligence

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