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Escola de surfe para jovens carentes em Fortaleza vence maratona social

5 projetos com soluções empreendedoras de impactos positivos foram escolhidas em maratona virtual, que distribuiu R$ 15 mil em prêmios
Instituto Sabin e Enactus elegem melhores iniciativas de inovação social e sustentabilidade (Wikimedia Commons/Joao Carlos Medau)
Instituto Sabin e Enactus elegem melhores iniciativas de inovação social e sustentabilidade (Wikimedia Commons/Joao Carlos Medau)
Por Da RedaçãoPublicado em 03/06/2021 15:33 | Última atualização em 04/06/2021 06:57Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Por Bússola

 Depois de oito dias de maratona virtual, a equipe Flor de Mandacaru, da Universidade de Fortaleza, conquistou o primeiro lugar em uma disputa nacional organizada pelo Instituto Sabin e pela Enactus. Com o projeto Amor Salva-Vidas, o time busca impactar crianças e jovens vítimas de vulnerabilidade social nas escolas de surfe, ao oferecer um modelo de eco-pranchas feitas com plástico coletado nas praias de Fortaleza.

“Minha expectativa é poder implementar o projeto o mais rapidamente possível. Sempre foi o meu sonho fazer parte de algo maior que eu, então tive uma boa surpresa quando descobri que a Enactus trabalha com sonhos! Antes me diziam o tempo todo sobre ser impossível, mas agora sinto que tenho todo o apoio de pessoas que acreditam e vão transformar a nossa realidade”, diz Joana Damasceno, líder da equipe campeã.

No total, cinco projetos com soluções empreendedoras de impactos positivos foram escolhidos na maratona virtual, o Enachthon 2021, promovido pela Enactus Brasil, em parceria com o Instituto Sabin. Foram distribuídos R$ 15 mil em prêmios para soluções para o enfrentamento de problemas sociais.

Entre os selecionados está também o projeto FertilEasy, da Universidade Federal de Viçosa, Campus Rio Paranaíba, que busca transformar os rejeitos da lavagem da ordenha em um fertilizante natural e barato, ao estimular a conscientização do produtor sobre a importância de realizar a destinação correta dos dejetos.

Davi Luis, líder do FertilEasy, sonha em transformar a iniciativa em uma franquia social. “Graças ao Enacthon, consolidamos a ideia, e agora é hora de irmos para a prática. Solos e rios são contaminados diariamente com o rejeito da lavagem da ordenha da produção leiteira. Quanto antes começarmos a colocar a mão na massa, maior será nosso impacto e menor será a degradação ambiental”, diz.

Em terceiro lugar, o projeto Menarca, da Universidade Federal de São Carlos, Campus Lagoa do Sino, busca democratizar o acesso aos absorventes de tecido com um preço acessível e disseminar informações sobre a menstruação e seus tabus. Naiara Andrade, à frente do Menarca, também comemora a conquista: “É uma sensação de felicidade infinita! Minha expectativa agora é ver esse projeto acontecendo e progredir cada vez mais.”

Também estão entre os escolhidos os projetos Uai Café – desenvolvido pela Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, que conecta o pequeno produtor de café ao consumidor final, criando uma marca artesanal e orgânica de café, e promove capacitações para desenvolver a cafeicultura sustentável – e Irerê – desenvolvido por estudantes da Universidade de São Paulo, que possibilita o acesso de comunidades vulneráveis a água limpa e tratada a partir de uma tecnologia de filtragem com goma xantana.

No total, o Enacthon teve 54 horas de palestra e preparação de 34 palestrantes, 150 horas de mentoria, 46 jurados e mais de 6 mil visualizações. Os selecionados foram premiados com notebooks e cerca de R$15 mil em dinheiro, divididos entre as equipes. “Foi uma jornada intensa para participantes, mentores e juízes, mas todos abraçaram a causa do evento e mostraram que é possível viabilizar soluções de impacto social com esforço coletivo. Agora vamos acompanhar a execução dos principais projetos, identificando aqueles com potencial de validação, estruturação e escala”, destaca Gabriel Cardoso, gerente executivo do Instituto Sabin.

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