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Entidades se unem para preservar 1,2 mi de empregos com carteira assinada

Objetivo é pressionar que a pauta de desoneração da folha de pagamento seja colocada em votação na Câmara dos Deputados para sua renovação

Fim da escala 6x1 deve ser votado ainda neste mês pela Câmara (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

Fim da escala 6x1 deve ser votado ainda neste mês pela Câmara (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

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Publicado em 10 de outubro de 2021 às 09h58.

Associações e empresas de 17 setores se uniram às centrais sindicais para preservar mais de 1,2 milhão de empregos ameaçados com o fim da desoneração da folha salarial. Pela primeira vez, todas as entidades de classe dos trabalhadores estão envolvidas e o objetivo é pressionar que a pauta seja colocada em votação na Câmara dos Deputados para a renovação da política de desoneração da folha de pagamento.

O fim da desoneração vai afetar 17 categorias profissionais. Esses setores abrangem segmentos da indústria, serviços, agropecuária, construção civil, transportes, call center e tecnologia e são responsáveis por 8,3 milhões de empregos diretos.

A mobilização é para reforçar a necessidade da manutenção da desoneração da folha, aprovada pelo Congresso, e garantir a manutenção do emprego de milhares de trabalhadores. Além da União Geral dos Trabalhadores, CUT, Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Central dos Sindicatos Brasileiros e Nova Central Sindical de Trabalhadores participam do movimento.

A decisão acontece num momento em que o país conta com mais de 14 milhões de trabalhadores desempregados e as empresas já estão impactadas financeiramente pela pandemia da covid-19. Em um cenário de recessão econômica, os setores foram responsáveis pela manutenção do volume de empregos de carteira assinada no Brasil.

Durante o período da desoneração da folha salarial as empresas investiram em todas as regiões, inclusive em cidades pequenas, gerando empregos, renda e impostos.

O setor de contact center é um dos maiores empregadores do país e será um dos afetados pela medida. Só o setor de telesserviços, também conhecido como contact center, emprega cerca de 1,4 milhões de pessoas, principalmente mulheres, jovens e negros.

“Mesmo durante a pandemia, o setor conseguiu gerar 39 mil empregos entre janeiro de 2020 e julho de 2021. Com o fim da desoneração, será inevitável o aumento dos custos das empresas, o que terá um impacto direto na manutenção e geração de empregos e na expansão de investimentos no setor”, afirma John Anthony von Christian, presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT).

O projeto de Lei nº 2.541/2021, que prorroga a desoneração da folha de pagamentos até o final de 2026, permitindo a substituição do pagamento da contribuição patronal pela folha de pagamento pela Contribuição sobre a Receita Bruta (CPR), é válido até 31 de dezembro de 2021.

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