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Ultragaz quer avançar na distribuição de biometano no país

A empresa quer acelerar os processos de transição energética do setor industrial brasileiro

O biometano fornecido à Ultragaz segue as resoluções da ANP (Ultragaz/Divulgação)

O biometano fornecido à Ultragaz segue as resoluções da ANP (Ultragaz/Divulgação)

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Publicado em 10 de maio de 2024 às 13h00.

Energia segura, mais limpa e a preços competitivos. Este é o famoso trilema energético, que resume as maiores preocupações de empresas que procuram avançar na transição energética.

Com objetivo de viabilizar e acelerar o processo, a Ultragaz vai investir uma parte dos cerca de R$ 500 milhões em investimentos previstos para 2024 na interiorização e massificação do uso de biometano no Brasil.

Parte do valor investido será utilizado na expansão da infraestrutura de compressão e transporte da Neogás, empresa do segmento de distribuição de GNC (Gás Natural Comprimido) e biometano adquirida em 2022 pela Ultragaz.

“A missão é somar energias para viabilizar a transição energética dos clientes industriais que atualmente não contam com a infraestrutura de gás canalizado (off-grid), mas que estão em busca de soluções energéticas para o famoso trilema”, diz Guilherme Darezzo, vice-presidente de operações da Ultragaz.

Novos acordos para expandir a capacidade de distribuição

A Ultragaz já conta com uma capacidade de distribuição de cerca de 80 mil metros cúbicos por dia, garantidos por negociações concluídas recentemente com duas das seis produtoras de biometano homologadas no país.

Essencis Biometano:

  • Localizada em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo, é fruto de uma parceria entre MDC e Solví Essencis Ambiental.
  • Produz a partir do maior aterro sanitário em operação da América Latina, operado pela Solví.
  • O volume de biometano fornecido à Ultragaz é de até 68 mil metros cúbicos ao dia.

GNR Dois Arcos:

  • Localizada em São Pedro da Aldeia – RJ.
  • A planta tem o biogás captado e purificado também pela MDC, em unidade operada em parceria com o Grupo Osafi, proprietário do aterro.
  • A capacidade fornecida à Ultragaz é de 10 mil metros cúbicos.

A empresa está em processo de negociação com as outras produtoras do gás. Segundo Darezzo, os acordos em negociação envolvem um volume potencial de até 1 milhão de metros cúbicos por dia, o que evidencia o enorme campo de crescimento que o mercado de biometano possui no Brasil atualmente.

Segundo ele, não há uma previsão concreta para o fechamento dos acordos.

Grandes empresas já procuram o biometano

No começo deste ano, as gigantes da indústria alimentícia Nestlé e Pepsico concluíram acordos de distribuição com a Ultragaz, procurando a substituição de combustível fóssil utilizado nas suas plantas industriais.

Segundo Darezzo, existem mais quatro contratos assinados, mas ainda não divulgados, e a expectativa é anunciar, em breve, um acordo com uma multinacional do setor automotivo.

“Temos uma série de negociações avançadas com grandes indústrias de diferentes segmentos, como o têxtil, o sucroalcooleiro e o automotivo. Estamos no caminho de apoiar de maneira importante a descarbonização do setor industrial brasileiro em diversas frentes”, completa o executivo.

De origem certificada, o biometano fornecido à Ultragaz segue as resoluções da ANP. A empresa já recebe o gás no modal comprimido, reduzindo seu volume em aproximadamente 260 vezes, o que favorece a escalabilidade e transporte para diversas regiões do Brasil.

Estamos em um momento-chave no setor e vemos o Brasil no centro das discussões globais sobre sustentabilidade. Por isso, queremos protagonizar a transição energética por meio de um portfólio completo de soluções em energia”, conclui Darezzo.

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