Mariana Ricciardi, executiva audiovisual estúdio cinema (ARK /Divulgação)
Plataforma de conteúdo
Publicado em 13 de março de 2026 às 07h00.
A FSB Holding acaba de anunciar estreia no mercado audiovisual brasileiro com o lançamento da ARK Entertainment, nova produtora com foco em entretenimento.
Para liderar a nova produtora, o nome escolhido foi Mariana Ricciardi, executiva que traz no currículo sucessos como os longas “Minha Irmã e Eu” e “Infância Clandestina”, e a série “Impuros”. Ricciardi assume como Head de Operação e Produção da ARK Entertainment.
Em entrevista ao Bússola, Mariana detalha como a ARK Entertainment pretende unir a agilidade criativa à musculatura de negócios da Faria Lima, equilibrar "planilha e narrativa" e transformar grandes marcas em protagonistas na tela.
Bússola: Mariana, como você se sente assumindo a liderança de um projeto com esse calibre e ambição? Qual o peso de estar à frente dessa vertical de entretenimento dentro da FSB Holding?
Mariana Ricciardi: “Estou muito feliz e extremamente motivada por integrar um grupo economicamente tão forte. Liderar a ARK Entertainment é um desafio que exige equilibrar o rigor estratégico de negócios com a excelência criativa, o que costumo chamar de fazer a "planilha e a narrativa andarem juntas".
Assumir essa cadeira reforça a visão do mercado audiovisual brasileiro de que, no entretenimento de alto nível, o sucesso depende dessa união entre gestão financeira e sensibilidade artística.
É também um marco importante para a liderança feminina nos negócios audiovisuais, atuando de forma ativa na estruturação de ativos densos e com conexão direta com a Faria Lima.”
Bússola: Falando sobre metas concretas, o que a ARK Entertainment pretende alcançar na prática neste primeiro ano de operação?
Mariana Ricciardi: “Nosso principal marco estrutural para este primeiro ano é viabilizar nosso Funcine na casa dos R$ 50 milhões.
O lastro da FSB Holding nos dá uma propulsão única e um patamar diferenciado de captação, mas nosso foco é o mercado como um todo.
Queremos ser o ponto de atração entre majors, plataformas globais, marcas, agências e companhias de diversos setores, levando soluções de produtos através da dramaturgia.”
Bússola: Já existe algum projeto em andamento na ARK Entertainment? O que você pode nos dar de spoilers?
Mariana Ricciardi: “Posso adiantar que nascemos com um portfólio que olha para fora e para o futuro. Temos coproduções internacionais em andamento com países como Espanha, Uruguai, Argentina e Chile.
Nossa tese de produção é dividida em três frentes principais: projetos de fluxo, que são conteúdos de giro rápido focados em FAST TV e streaming; obras de prestígio internacional, voltadas para festivais; e as propriedades de escala, que são grandes filmes e séries de alto impacto comercial.
Toda nossa seleção usa o conceito de "futurologia", antecipando comportamentos de consumo para ciclos de produção que levam de quatro a seis anos, garantindo que a obra seja um ativo atual e longevo.”
Bússola: Para fechar, há sempre uma curiosidade sobre o porquê dos nomes de novas operações. Por que "ARK"? Qual é a origem desse nome?
Mariana Ricciardi: “O nome vem do hebraico Tebah, que significa um veículo de transformação. Historicamente, a arca não era apenas um barco, mas um meio vital que flutuava sobre o caos para conduzir a vida a um novo começo.
Nós nos posicionamos exatamente assim: como um estúdio que transporta a audiência de um estado para outro. Nossos projetos são meios de transição.
Queremos capturar o espectador no "agora" e entregá-lo transformado após cada experiência no cinema ou na TV. A ARK Entertainment é um refúgio para grandes histórias, talentos e marcas garantirem que o impacto que geram hoje sobreviva para o amanhã.”