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Bússola Cultural: semana tem homenagem ao centenário no #CulturaEmCasa

Bússola cultural desta semana traz mais novidades na programação que celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922
Documentário faz parte da programação de 100 anos da Semana de Arte Moderna da #CulturaEmCasa (Foto: Divulgação) (Divugação/Divulgação)
Documentário faz parte da programação de 100 anos da Semana de Arte Moderna da #CulturaEmCasa (Foto: Divulgação) (Divugação/Divulgação)
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Bússola

Publicado em 17/02/2022 às 11:57.

Última atualização em 17/02/2022 às 12:33.

Um século de Modernismo

A plataforma de streaming #CulturaEmCasa apresenta uma programação especial com foco nos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922, como a série Modernismo hoje: Estudos atuais, lives sobre o tema, além de apresentações de teatro com o aclamado Bodas de Sangue. Entre os destaques, está o documentário Adelaide, aqui não há segunda vez para o erro, que aborda a vida e a obra da escritora paulistana Adelaide Carraro, perseguida e censurada nos anos 1950 e 1960 por escrever livros-denúncia sobre a elite e a política vigente e obras que defendiam a libertação sexual da mulher.

de 18 a 20 de fevereiro; acesse pelo aplicativo ou pela plataforma #CulturaEmCasa

Releituras dos clássicos da Semana de 22 (Foto: Divulgação)

Releituras dos clássicos da Semana de 22 (Foto: Divulgação) (Divulgação/Divulgação)

22 Periférico

A exposição “22 Periférico” reúne releituras de obras dos principais artistas do movimento Modernista produzidas por cinco artistas periféricos, ex-aprendizes da Fábricas de Cultura Brasilândia, que atualizam os debates da Semana de Arte Moderna para os conflitos observados atualmente nas margens da cidade. E se Macunaíma de Mário de Andrade falasse a respeito da existência LGBTIQIA+? E se a busca amorosa de Juca Mulato de Menotti del Picchia se referisse ao amor líquido e instantaneidade de grande parte das relações atuais? E se Os Condenados, de Oswald de Andrade, fizessem uma relação com os movimentos subalternizados como a pichação de São Paulo? E se hoje o novo marco é romper com o que está posto é olhar e valorizar corpos negros, identidades, existências, permanências, resistências e reconhecer pluralidades? Com produção da Atairu Cultura e Multimídia, a exposição ainda inclui a exibição do curta-metragem Novamente 22, do coletivo Zéfiro Norte. O curta busca construir uma linha do tempo com performances no Teatro Municipal de São Paulo e na Cinemateca Brasileira, trazendo a linguagem cênica inspirada nas grandes obras de Anita Malfatti.

Fábrica de Cultura Brasilândia; até 27 de fevereiro

Trecho da série com Arrigo Barnabé (Foto: Divulgação)

Trecho da série com Arrigo Barnabé (Foto: Divulgação) (Divulgação/Divulgação)

Outras Vanguardas

Para celebrar os 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922, a série Outras Vanguardas, realização da plataforma #CulturaEmCasa, apresenta nesta semana o episódio com Arrigo Barnabé, Ian Uviedo e Banda isca de Polícia. A série traz artistas pioneiros de diversas gerações que, por serem disruptivos em suas linguagens, guardam relação direta com os propósitos da Semana e a expressão contemporânea do pensamento modernista. O programa Modernismo Hoje reúne uma série de obras audiovisuais, estimulando a reflexão sobre o legado modernista, as mudanças culturais entre as décadas de 1920 e 1940, além das reviravoltas políticas e sociais que culminaram na Semana de Arte Moderna de 1922.

acesse pelo aplicativo ou pela plataforma #CulturaEmCasa, aqui

Outras Vanguardas

(Divulgação/Divulgação)

Macunaíma

Todos os meses a Biblioteca de São Paulo (BSP) seleciona um livro e propõe a discussão de detalhes da história com os leitores da obra. O objetivo é incentivar o encontro de pessoas, o debate literário e o hábito da leitura. A obra escolhida para fevereiro é Macunaíma, clássico do modernista Mário de Andrade. A mediação fica por conta da equipe da biblioteca. O clube de leitura da BSP é uma parceria com a Companhia das Letras. Os primeiros inscritos receberão instruções para realizar o download do livro gratuitamente.

para mais informações, acesse aqui

(Pinacoteca/Divulgação)

Últimos dias

A instalação inédita O condensador de futuros, da artista Lais Myrrha (Belo Horizonte, 1974) entra na reta final. Exposta no espaço central da Pinacoteca — o Octógono — e com curadoria de Ana Maria Maia, o trabalho é constituído de uma grande estrutura côncava que o visitante poderá encarar de maneiras diversas: abrigo, armadilha, nave, fundo infinito, entre outros significados. A programação faz parte do Projeto Octógono Arte Contemporânea que comissiona obras site específicas para o local desde 2003. O trabalho de Lais Myrrha é marcado por reflexões sobre os territórios, a história, a memória e a política.

até 21 de fevereiro; na Pinacoteca — edifício Pina Luz; Praça da Luz 2, São Paulo, mais informações, acesse aqui

Sinfonia de cinema

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) apresenta na Sala São Paulo uma série de concertos digna de tapete vermelho. Depois do sucesso do projeto Cinema e Games, que aconteceu em julho de 2021, a Orquestra desta vez presenteia o público com quatro dias de Sinfonia de Cinema. O programa combina trilhas sonoras emblemáticas de filmes — de Frozen e Os Incríveis a O Senhor dos Anéis e Guerra nas Estrelas — e peças orquestrais feitas para séries de TV também icônicas, como Game of Thrones e Downton Abbey. Os concertos terão regência de Wagner Polistchuk, que também é Trombone Solista da Osesp, e apresentação da cineasta Marina Person, que entre as músicas contará um pouco da história dos filmes e séries para os quais elas foram feitas. Arcádio Minczuk, Oboé Solista da Osesp, e a jovem cantora Manuela Lopez fazem participações especiais. A performance de sexta-feira (25/fev), às 20h30, será transmitida ao vivo direto da Sala São Paulo, no YouTube da Osesp.

de 24 a 27 de fevereiro; para informações completas acesse aqui

(Divulgação/Divulgação)

O Archipelago do MIS

A convite do fotógrafo e editor Roberto Linsker, 20 artistas criaram obras baseadas em suas emoções e experiências vividas no primeiro período da quarentena imposta pela pandemia. O título Archipelago, em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS) traduz os reflexos da pandemia, em especial o isolamento social. Para conceber a mostra, Linsker pediu que cada artista utilizasse uma folha de papel para “assentar os pensares e pesares vividos em suas ilhas solitárias”. As folhas tinham medidas específicas: 64cm x 94cm, tamanho que entra na bitola da gráfica durante a impressão. Em formato de livro-caixa, Archipelago permite que as obras possam ser vistas de forma aleatória, isoladamente. Surpreende pela variedade, com livretos, grandes folhas de papel de diferentes gramaturas dobradas ou refiladas em formatos variados, fotografias, contos, registros e abstrações.

 

MIS; até 10 de abril; mais informações, acesse aqui

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