Previsões para o setor de pagamentos incluem dominância dos meios instantâneos (Getty/Getty Images)
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Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 07h00.
Em 2025, o setor de pagamentos viu a velocidade tornar-se prioridade. Em 2026, ganharão a corrida as empresas que melhor integrarem a instantaneidade de meios como o Pix a uma maior automação e personalização.
Esse é um resumo das previsões feitas pelos especialistas da OKTO PAYMENTS, fintech especializada em tecnologia de pagamentos. Convidamos a empresa a listar de forma completa as 5 principais tendências do setor de pagamentos para 2026.
A conveniência dos pagamentos recorrentes deixou de ser exclusividade do cartão de crédito. Em 2026, a fintech prevê uma forte migração para sistemas automatizados baseados em métodos de pagamento instantâneos.
A adoção do Pix por biometria e do Pix Automático deve crescer de forma acelerada. O Pix Biométrico tende a se tornar especialmente relevante em ambientes digitais de alta demanda como e-commerces, plataformas de trading e bets.
Já o Pix Automático, permitindo a automação de cobranças recorrentes, como contas do dia a dia, academias e serviços de streaming, elimina a necessidade de transferências manuais todo mês. Para os comerciantes, o impacto esperado é de redução da inadimplência.
A tokenização tende a ganhar protagonismo entre os bancos da América Latina, deixando de ser um recurso experimental para se tornar parte estrutural do sistema financeiro digital.
O setor avançará no combate às fraudes e ampliará a liquidez de ativos, substituindo dados sensíveis por identificadores digitais únicos — os chamados tokens.
Em 2026, os pagamentos instantâneos devem se tornar o principal meio de pagamento no cotidiano do consumidor brasileiro.
A fintech estima que o Pix represente mais de 50% de todas as transações no país. Novos recursos, como pagamentos automáticos, por aproximação e Pix parcelado, devem consolidar o sistema como o principal motor comercial do varejo físico e online.
Para e-commerces de médio e grande porte, o custo de uma transação mal-sucedida será alto demais para ser ignorado. Apenas no Brasil, o comércio eletrônico perde até R$ 150 bilhões por ano devido a falhas e fricções nos pagamentos.
Neste ano, a orquestração de pagamentos tende a se tornar indispensável para empresas que desejam escalar suas operações. Essa abordagem permite:
O último grande diferencial competitivo do ano será a experiência do usuário. Consumidores já não se satisfazem com um checkout padrão; eles esperam jornadas de pagamento que reconheçam suas preferências.
Uma pesquisa recente da OKTO PAYMENTS aponta uma lacuna significativa entre expectativa e realidade: No Brasil, 52% dos consumidores acreditam que os comerciantes não adaptam os meios de pagamento às suas preferências.
Em 2026, a vantagem competitiva não estará apenas em oferecer pagamentos instantâneos, mas em orquestrá-los de forma inteligente.
Essa mudança de abordagem já é perceptível nas plataformas digitais: mais de 80% dos usuários brasileiros abandonam uma transação quando ela leva mais de um minuto para ser concluída.