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Desde o ano passado, empreendedores e investidores vivem certa preocupação com a recessão de investimentos em startups, mas o mercado pulsante da inovação ainda é um terreno fértil para investidores experientes e até mesmo para os iniciantes. De acordo com dados da Abstartups (Associação Brasileira de Startups), há mais de 14 mil startups no Brasil. Mas como os investidores podem escolher as melhores empresas para aportar?

Túlio Mêne e Nilio Portella, fundadores do M&P Group – um dos maiores grupos de comunicação do Brasil –, e sócios do maior VC da América Latina, a Bossanova Investimentos, separaram algumas dicas "de ouro" para quem deseja realizar investimentos em startups. 

"Estamos sempre de olho nos bons negócios que o Brasil oferece", destaca Tulio Mêne. Segundo Nílio Portella, os empresários já investiram em mais de 1.600 empresas via Bossanova. "Ainda temos mais de 14 startups na nossa holding", diz. Confira as dicas:

1. Associe-se a um fundo ou grupo de investidores

Quando resolveram criar a CaptAll Ventures - vertical de tecnologia e inovação do M&P Group - Túlio e Nilio entenderam que precisavam encontrar e frequentar um pool de investidores - que nada mais é que um grupo de empresas ou investidores que se unem em busca de uma finalidade comum. “Começamos a ter acesso aos relatórios de várias empresas, de vários segmentos e, desta maneira, entramos em comitês de investimentos e começamos a selecionar as empresas que iríamos atuar como investidores-anjo”, afirma Portella.

2. Conheça os founders

Saber com profundidade quem são os founders das startups que você tem interesse é fundamental para dar os próximos passos.

Em linhas gerais, conhecer os founders é saber sobre a jornada empreendedora deles, quais são suas habilidades, se eles se vendem bem e passam segurança para o mercado, qual o círculo de negócios que eles costumam ter relacionamento e, “tão importante quanto é saber se o mercado confia na capacidade de entrega deles. Os founders precisam estar 100% dedicados à operação do negócio”, diz Mêne.

3. Cap table

É preciso observar o cap table da companhia para ter conhecimento da situação de todos os acionistas que compõem o board.

“É necessário olhar o cap table para saber se a startup está ou não comprometida com vários investidores e, consequentemente, com pouca participação dos sócios-fundadores. Essa informação é importante para termos um perfil da startup e de seu modelo de governança”, declara Mêne.

4. Participe de eventos do segmento

No Brasil, há inúmeros eventos especializados e um dos mais relevantes é o Bossa Summit, que neste ano reuniu mais de seis mil pessoas envolvidas no ecossistema de startups por dois dias com palestras e muitos negócios. Além disso, muitos investidores estavam lá em busca de bons e disruptivos negócios. 

Nesses eventos segmentados há o Pitch Day, que é o dia marcado para a apresentação das ideias aos investidores e é considerado um dos momentos mais importantes para quem está em busca de investimentos para o seu negócio. Para Túlio, esse pode se tornar o momento decisivo na história do negócio. 

"Nessa hora, nossos olhos estão voltados para entender se o produto ou serviço que estão apresentando já está validado e, se possível, já possui um track record - histórico de desempenho de um investimento ao longo do tempo. Se nos passarem segurança no negócio e nos mostrarem o motivo que precisam daquele investimento, a chance de nós querermos investir será muito maior”.

5. Acompanhar a movimentação do mercado

Por último, os sócios Mêne e Portella destacam que é importante ficar de olho nas movimentações do mercado, principalmente nas divulgações das aceleradoras. Elas são as instituições que apoiam os empreendedores na fase inicial de formação de uma startup, que no mercado é conhecida como “fase embrionária” da empresa. Assim, entender o que os investidores buscam facilita na hora de elaborar um bom pitch, além de planejar as estratégias de negócios para entrada no mercado com um product market já está testado e validado e um CAC (Custo de Aquisição de Cliente) aceitável para a sustentabilidade do negócio nos primeiros meses de operação.

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