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5 capitais se unem ao Unicef para atender melhor a primeira infância

Programa é voltado ao cuidado integral e integrado das crianças nos seis primeiros anos
Edição da iniciativa Uapi está prevista para durar até janeiro de 2023. (Pilar Olivares/Reuters)
Edição da iniciativa Uapi está prevista para durar até janeiro de 2023. (Pilar Olivares/Reuters)
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Publicado em 08/08/2021 às 16:00.

Última atualização em 09/08/2021 às 16:02.

Prefeituras de cinco capitais iniciaram, na última quinta-feira, 5, uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para priorizar a primeira infância nas políticas públicas municipais. Belém (PA), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) assinam adesão às Unidades Amigas da Primeira Infância (Uapi) — iniciativa voltada à qualificação dos serviços de saúde e de educação infantil de forma a contribuir para os resultados das políticas municipais para a primeira infância. Fortaleza (CE), que já fazia parte da iniciativa, reforçou seu compromisso, e Salvador (BA) deu início ao processo de adesão.

A parceria foi celebrada em um evento online reunindo prefeitos, secretários e gestores públicos da área da saúde e educação das cinco capitais, além de representantes do UNICEF e da Roche, parceira do UNICEF nesta iniciativa.

A partir da adesão, unidades de saúde e educação infantil das capitais poderão se inscrever na iniciativa e participar do Ciclo Nacional de Capacitação da estratégia Uapi, que estará disponível a todos os gestores e profissionais de saúde, educação e assistência social das seis capitais. A capacitação é composta de três módulos que abordam a atenção integral e integrada da rede de serviços básicos para a primeira infância — incluindo crianças com deficiência, doenças raras e déficit de aprendizagem; mapeamento e qualificação da oferta dos serviços no município; proteção contra todas as formas de violência; indicadores de qualidade na educação infantil; além do necessário olhar para a inclusão e as diversas formas de aprender e ensinar.

“Investir no cuidado integral e integrado nos seis primeiros anos de vida — olhando conjuntamente os diferentes aspectos do desenvolvimento infantil — traz mais resultados do que em qualquer outra fase da vida”, declara Cristina Albuquerque, chefe de Saúde do Unicef no Brasil.

Esta edição da iniciativa Uapi está prevista para durar até janeiro de 2023. O processo é desenvolvido de forma colaborativa pelas equipes em cada cidade participante.

Para apoiar as capitais nos cuidados com a primeira infância, o UNICEF conta, desde janeiro de 2021, com a parceria da Roche. “O diagnóstico correto e precoce, os cuidados necessários de saúde e as práticas de inclusão na sociedade como um todo compõem os principais desafios relatados pela comunidade de doenças raras no Brasil. A parceria com o Unicef permitirá que esses pontos sejam contemplados de forma abrangente”, afirma Patrick Eckert, presidente da Roche Farma Brasil.

O projeto está sendo desenvolvido com base em quatro pilares: capacitação de médicos e demais profissionais de saúde; ampliação do conhecimento do cuidador sobre as condições da criança; avaliação e certificação de excelência concedida às Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPSs) e Centros de Educação Infantil participantes, baseada na metodologia das Unidades Amigas da Primeira Infância (Uapi); e debates sobre o tema com a sociedade, profissionais e gestores públicos do nível municipal, no contexto das Semanas do Bebê.

Juntos, os pilares de trabalho têm como propósito o avanço do cuidado integral e integrado nas áreas de saúde, educação e assistência social, para o diagnóstico precoce, o fortalecimento do conhecimento desses profissionais sobre desenvolvimento na primeira infância, o envolvimento e apoio às famílias e a importância da estimulação precoce de crianças com deficiências, doenças raras e atraso no desenvolvimento, como atrofia muscular espinhal e hemofilia.

Atrofia Muscular Espinhal

A assinatura de adesão das prefeituras acontece no mês da atrofia muscular espinhal (AME), uma das doenças raras que fazem parte do conteúdo das formações para profissionais de saúde no projeto. A celebração da data tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a patologia e as necessidades não atendidas dos cerca de oito mil pacientes no Brasil. A AME é uma doença rara e genética que afeta as células nervosas da medula espinhal, responsáveis por controlar os músculos, bem como outras células presentes em todo o corpo humano.

Maior causa genética de mortes em bebês e crianças, atingindo também adultos, a atrofia muscular espinhal impacta funções vitais básicas, como andar, engolir e respirar, por isso o diagnóstico precoce, bem como o tratamento adequado e o cuidado multidisciplinar são importantes para a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.

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