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48% dos consumidores preferem marcas que investem em proteção ambiental

Brasileiros acreditam mais em empresas com agenda ESG sólida. Impacto é maior entre pessoas com maior renda e escolaridade

A consciência ambiental está em crescimento, mas é preciso avançar (Tirachard/Getty Images)

A consciência ambiental está em crescimento, mas é preciso avançar (Tirachard/Getty Images)

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Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 13h00.

Para 48% dos brasileiros, as marcas que investem na preservação do meio ambiente são também as mais confiáveis. 

A pesquisa da Nexus, encomendada pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), indica que, para o consumidor, o fator é igualmente importante para a geração de empregos da marca. 

O levantamento ouviu 2009 pessoas em todas as unidades da federação e revelou que a preocupação ambiental ganha força principalmente entre os consumidores com maior renda e escolaridade.

Já a criação de vagas de trabalho segue como prioridade entre as camadas mais vulneráveis da população.

  • Entre os entrevistados com ensino superior, 55% apontam o investimento em proteção ambiental como principal motivo para confiar em uma marca.
  • Entre aqueles com ensino fundamental, 39% colocam a pauta ambiental como prioridade. 

A renda segue a mesma lógica 

  • Entre os que recebem até um salário mínimo, a preocupação ambiental é menor (39%). 
  • Já na faixa de renda entre 2 e 5 salários mínimos, a proteção ao meio ambiente lidera, citada por 56%.

Para Paulo Teixeira, diretor-superintendente do Sindiplast, os dados mostram que a sustentabilidade já ocupa um papel central no debate sobre o futuro da indústria, especialmente na relação com consumidores mais informados. 

Ao mesmo tempo, o levantamento indica que ações ambientais precisam caminhar junto com impacto social concreto para responder às diferentes realidades do país.

Falta união entre indústria, poder público e população

De acordo ainda com a pesquisa, a consciência ambiental dos brasileiros tem avançado, mas ainda enfrenta desafios que exigem ações coordenadas entre empresas, governos e a sociedade. 

Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados afirmam evitar o desperdício e a geração de resíduos. 

  • 75% dizem reciclar resíduos, sendo o plástico o material mais reciclado no país, citado por 90% dos respondentes. 
  • O material também é considerado indispensável para as atividades cotidianas por 61% da população.

Apesar dos avanços, a pesquisa aponta entraves relevantes para práticas mais sustentáveis:

  • 28% dos entrevistados apontaram para a falta de informação, 
  • 17% mencionaram a escassez de pontos de coleta seletiva,
  • 9% citaram a falta de tempo ou de hábito.

“A consciência ambiental está em crescimento, mas é preciso avançar. Para que a conscientização seja cada vez mais efetiva, é necessária a união de esforços entre as ações da indústria, as políticas públicas e o engajamento da população em torno da sustentabilidade e da economia circular”, conclui Paulo Teixeira.

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