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Zambelli vai à PF na segunda e se recusa a falar sobre 'contratação' de hacker

Advogado da parlamentar declarou que ela não se pronunciará sobre o caso

Zambelli: deputada é uma grande apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (Evaristo Sá/Getty Images)

Zambelli: deputada é uma grande apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (Evaristo Sá/Getty Images)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 4 de agosto de 2023 às 19h46.

Última atualização em 4 de agosto de 2023 às 20h30.

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A deputada federal Carla Zambelli vai comparecer à Polícia Federal na segunda-feira, 4, após ser intimada a prestar depoimento no bojo da Operação 3FA, que fez buscas em endereços da parlamentar por suposta invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a inserção de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A defesa da bolsonarista, no entanto, já anunciou que Zambelli não responderá às perguntas dos investigadores. O advogado da parlamentar, Daniel Bialski, diz que sua cliente não se pronunciará até que a defesa tenha acesso às cópias de todo o inquérito da '3FA'.

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"Embora a deputada queira ser ouvida e prestar todos os esclarecimentos — justamente por não ter cometido ou participado de qualquer ilicitude — sobre os fatos relativos à operação deflagrada nesta semana, por expressa orientação da defesa técnica, não responderá às perguntas até que sejam fornecidas cópias de todo o Inquérito e das cautelares — o que ainda não ocorreu —, justamente para assegurar a ampla defesa, o contraditório e o devido processo legal", indicou.

Zambelli foi um dos alvos principais da ofensiva aberta na quarta-feira, 2, junto de Walter Delgatti Neto, hacker do ex-juiz Sergio Moro e de ex-integrantes da Operação Lava-Jato, entre eles o ex-deputado Deltan Dallagnol. Ele foi preso no bojo da operação.

O inquérito se debruça sobre delitos que ocorreram entre 4 e 6 de janeiro, quando teriam sido inseridos no sistema do CNJ 11 alvarás de soltura de presos por motivos diversos e um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Em depoimento dado em oitiva no dia 27 de julho, o hacker admitiu a invasão do sistema do CNJ e implicou Zambelli diretamente pela inserção da ordem de prisão fraudulenta contra Moraes. Segundo a PF, Walter Delgatti disse que recebeu pagamentos como 'contraprestação para ficar à disposição da parlamentar'.

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