Brasil

TSE nega pedido de Dilma para acessar delação de João Santana

João Santana, Mônica Moura e André Luis Reis Santana, funcionário do casal, prestarão depoimento ao TSE na próxima segunda-feira (24)

Dilma Rousseff: a ação apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014 (./Reprodução)

Dilma Rousseff: a ação apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014 (./Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 18 de abril de 2017 às 19h28.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - Relator da ação que pode levar à cassação da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta terça-feira (18) o pedido formulado pela defesa da petista para acessar as delações premiadas do marqueteiro João Santana, da empresária Mônica Moura e de André Luis Reis Santana, funcionário do casal.

Os três prestarão depoimento ao TSE na próxima segunda-feira (24) no âmbito da ação que apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.

"Destaco, por um lado, que referidos acordos de colaboração estão acobertados por segredo de Justiça imposto pelo próprio Supremo Tribunal Federal, sendo que sequer este relator terá prévio acesso aos seus termos. Assim sendo, eventuais requerimentos de levantamento de sigilo devem ser direcionados àquela Suprema Corte", escreveu Benjamin em sua decisão.

"A despeito de figurarem como colaboradores na esfera criminal, os depoentes serão ouvidos, nestes autos eleitorais, na condição de testemunhas, produzindo-se prova em estrito regime de contraditório e ampla defesa, com possibilidade de perguntas e reperguntas pelas partes e Ministério Público. Assim sendo, o prévio acesso às colaborações premiadas não constitui condição para a realização do ato instrutório", concluiu o ministro.

No último dia 4, o ministro Edson Fachin, do STF, homologou o acordo de colaboração premiada celebrado entre o Ministério Público Federal (MPF) e o marqueteiro João Santana, Mônica Moura e André Santana.

O conteúdo das delações segue sob sigilo.

Os depoimentos de ex-executivos da Odebrecht prestados no mês passado ao TSE mostram que as delações premiadas de João Santana e Mônica Moura devem revelar detalhes do caixa dois em campanhas do Brasil e no exterior realizadas de 2008 a 2014.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffMichel TemerEleições 2014João Santana

Mais de Brasil

Lula diz que SUS vai oferecer canetas emagrecedoras a pacientes com obesidade

Mendonça nega ação de deputado aliado de Flávio que questionava aumento do Bolsa Família

Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, no 2º turno, e seguem tecnicamente empatados

Deputado aliado de Flávio aciona TSE contra reajuste do Bolsa Família e Mendonça será relator