Repórter
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 14h11.
Última atualização em 30 de janeiro de 2026 às 14h21.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou nesta sexta-feira, 30, que deixará o cargo com o objetivo de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A decisão, segundo ela, foi discutida diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante participação em um evento no Insper, em São Paulo, Tebet mencionou que a escolha tem motivação pessoal e, até o momento, foi compartilhada apenas com o presidente. Questionada pela imprensa, afirmou que ainda não definiu por qual estado pretende se lançar candidata.
Entre as possibilidades avaliadas, está uma candidatura por São Paulo. Tebet chegou a ser mencionada como possível nome para o governo estadual, mas sinalizou que considera Fernando Haddad e Geraldo Alckmin como pré-candidatos mais competitivos.
"Eu, particularmente, entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes que têm condições de performar muito bem, de levar inclusive para o segundo turno, que é o ministro Fernanda Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Não entramos em detalhes, não foi essa discussão. Eu estou aqui apenas externando uma mera opinião".
Simone Tebet não definiu se permanecerá no MDB. Em São Paulo, o partido integra a base de apoio do governador Tarcísio de Freitas e também está alinhado à gestão do prefeito Ricardo Nunes. A ministra recebeu um convite formal para se filiar ao PSB, mas afirmou que a decisão sobre seu futuro político dependerá de conversas com o presidente Lula.
No plano estadual, o nome prioritário do PT para a disputa ao governo paulista é o de Fernando Haddad. No entanto, o ministro da Fazenda tem demonstrado resistência à possibilidade de voltar a concorrer ao Executivo estadual.
Dentro da base aliada de Lula, Tebet passou a ser considerada uma alternativa para a corrida estadual em São Paulo, principalmente por sua capacidade de diálogo com o eleitorado do interior e pelo potencial de reduzir a rejeição ao PT em segmentos mais conservadores. Também pesa o fato de o estado nunca ter sido governado por uma mulher.
(Com informações do jornal O Globo)