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Rio de Janeiro cancela carnaval de rua em 2022

Aumento de casos da variante ômicron e cobrança de patrocinadores foram apontados como motivos para o cancelamento, segundo Paes

Em live pela internet logo após a reunião, o prefeito Eduardo Paes afirmou que "não será possível" promover o carnaval de 2022 nos moldes tradicionais (JOAO GABRIEL ALVES/Estadão Conteúdo)

Em live pela internet logo após a reunião, o prefeito Eduardo Paes afirmou que "não será possível" promover o carnaval de 2022 nos moldes tradicionais (JOAO GABRIEL ALVES/Estadão Conteúdo)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 4 de janeiro de 2022 às 18h35.

Última atualização em 5 de janeiro de 2022 às 13h56.

Os blocos de carnaval não vão desfilar pelas ruas do Rio de Janeiro neste ano, ainda em razão da pandemia de covid-19. A decisão de cancelar as exibições foi tomada em consenso durante reunião promovida no final da tarde desta terça-feira entre os representantes dos principais blocos, o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

"A situação ainda não permite os desfiles, então está resolvido. Não podemos ir contra a ciência e colocar em risco a vida dos foliões", afirmou Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, associação que representa 11 dos principais blocos da cidade. Segundo ela, todos os representantes de outros blocos e entidades que participaram da reunião com Paes e Soranz concordaram com a decisão.

Uma alternativa será promover bailes ou eventos em lugares fechados, de modo a controlar o acesso do público e permitir apenas a entrada de pessoas imunizadas e saudáveis. Mas por enquanto isso é apenas uma ideia - a única decisão já tomada, segundo Rita, é que não haverá desfiles.

Em live pela internet logo após a reunião, o prefeito Eduardo Paes afirmou que "não será possível" promover o carnaval de 2022 nos moldes tradicionais: "Acabei de ter uma reunião com o pessoal dos blocos de rua e a gente comunicou a eles que o carnaval de rua nos moldes que eram feitos até 2020 não acontecerá em 2022. Infelizmente, e eu falo como prefeito que gosta do carnaval e como cidadão, isso não será possível".

A Ambev, empresa que patrocinaria o carnaval de rua do Rio, havia cobrado da prefeitura uma posição sobre a realização ou não dos desfiles até a próxima quarta-feira, dia 5.

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