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Ricardo Salles defende mais agilidade no licenciamento ambiental

Em dezembro, futuro ministro foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa, mas sua indicação foi mantida
Salles conversou rapidamente com a imprensa ao chegar ao Palácio do Planalto (Folhapress/Jales Valquer)
Salles conversou rapidamente com a imprensa ao chegar ao Palácio do Planalto (Folhapress/Jales Valquer)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 01/01/2019 16:14 | Última atualização em 01/01/2019 16:14Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Brasília - O futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu maior agilidade e estabilidade na concessão de licenciamento ambiental, mas ponderou que "isso não significa afrouxar as garantias para o meio ambiente".

Salles conversou rapidamente com a imprensa ao chegar ao Palácio do Planalto, onde o presidente eleito, Jair Bolsonaro, receberá a faixa presidencial e assinará termo de posse de seus 22 ministros. Antes de se encaminhar ao Planalto, Bolsonaro será empossado como Presidente da República no Congresso Nacional.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, no mês passado, o futuro presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, disse que o governo Bolsonaro estuda acelerar e simplificar o licenciamento ambiental a partir do ano que vem. Entre as mudanças, está previsto um licenciamento automático para o agronegócio.

Nesta terça, Salles também disse que a pasta possuirá várias prioridades, mas destacou como mais urgente "um choque de gestão ambiental". "Vamos colocar todo o ministério digital, na internet, para que todas as pessoas possam consultar", afirmou.

Ele disse que o trabalho já começa amanhã e destacou, ainda, o cuidado do meio ambiente em zona urbana. "Fala-se muito dos temas do meio ambiente no campo, mas precisamos focar nas cidades, poluição dos rios, poluição do ar, poluição do solo, enfim, as grandes cidades, regiões metropolitanas têm deixado a desejar no cuidado com o meio ambiente."

Em dezembro, Salles foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa, mas sua indicação foi mantida. Ainda cabe recurso contra a condenação. Ele é acusado pelo Ministério Público de fraudar processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando estava à frente da pasta do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).