Brasil

Repórter acusa PM de agressão em reintegração no Rio

Bruno Amorim foi detido por policiais militares enquanto cobria a desocupação do prédio da companhia telefônica Oi


	Policiais militares entram em confronto com manifestantes e reagem sacando armas durante reintegração de posse no Rio de Janeiro
 (Vladimir Platonow/ABr)

Policiais militares entram em confronto com manifestantes e reagem sacando armas durante reintegração de posse no Rio de Janeiro (Vladimir Platonow/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de abril de 2014 às 10h39.

Rio - O repórter Bruno Amorim, do jornal O Globo, foi detido por policiais militares enquanto cobria a desocupação do prédio da companhia telefônica Oi, na Rua Dois de Maio, no bairro do Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 11.

"Era cerca de 8h30 e eu estava no meio da confusão quando vi um policial e um manifestante de camisa vermelha trocando socos. Puxei o celular da empresa para tirar fotos. Foi quando um outro policial me deteve, alegando que eu estava 'tacando' pedras. Me deu uma chave de braço e me feriu. Jogou meu celular no chão. Como eu poderia jogar pedra se numa mão eu segurava o celular e na outra o bloco de anotações? Eu estava apenas cumprindo meu dever de reportar o que estava acontecendo. Fui detido de forma arbitrária", disse o jornalista, que trazia crachá da empresa jornalística.

Nenhum policial militar que está no local falou sobre a detenção de Amorim. Até às 9h15, o repórter era mantido sentado no chão por PMs, que dizem que ele será encaminhado a uma delegacia policial. Outros jornalistas que cobrem a desocupação comunicaram o caso à redação do jornal O Globo.

Acompanhe tudo sobre:ProtestosViolência policialProtestos no Brasil

Mais de Brasil

Brasil não pode abrir mão da Lei da Reciprocidade, mas a prioridade é negociar, diz ministro

'É nítido o que estará em jogo nas eleições', diz Boulos após nova tarifa dos EUA ao Brasil

Michelle Bolsonaro reage a pedido de reconciliação de Flávio: 'Eu te desculpo, vamos conversar'

Trivia diz que cumpriu contrato após governo Tarcísio devolver operação das linhas à CPTM