Brasil

Reforma Administrativa: como deve ficar o home office dos servidores públicos

Proposta prevê limite de 20% de servidores em trabalho remoto nos órgãos públicos

Publicado em 11 de setembro de 2025 às 10h29.

Última atualização em 11 de setembro de 2025 às 10h38.

A reforma administrativa em discussão no Congresso deve impor limites ao trabalho remoto, com permissão que cada órgão mantenha no máximo 20% da equipe em home office e apenas por um dia na semana

Atualmente, não existe uma regra geral para a modalidade: cada estatal define suas próprias norma para o home office. A mudança faz parte de um conjunto de medidas que o relator, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), deve apresentar nos próximos dias.

Pela proposta, a cada dia, no máximo dois de cada dez servidores poderão exercer suas funções de casa. O texto, entretanto, permite algumas exceções, como em casos de mães atípicas. Para isso, será necessária uma justificativa que permita a maior permanência no trabalho remoto.

LEIA TAMBÉM: Relator diz que reforma administrativa deve desvincular salário mínimo e piso da saúde e educação

Atualmente, o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) regula o trabalho remoto em alguns órgãos. O modelo foi adotado durante a pandemia e trouxe aumento de produtividade, segundo entidades de classe. Após o fim da pandemia de Covid-19, o número de servidores em home office integral cresceu 11%, de acordo com dados do governo federal. 

A proposta está sendo discutida em um grupo de trabalho na Câmara dos Deputados. A tramitação da medida foi uma determinação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O projeto ainda precisa ser aprovado na Comissão e no Plenário, além de passar pelo Senado, para entrar em vigor.

Relator diz que acabará com a "bagunça"

Durante uma sessão no início de setembro, o relator do projeto afirmou que será preciso “enfrentar o abuso no teletrabalho”. Segundo ele, o objetivo é aperfeiçoar a prática, mas sem proibir o instrumento. “Vamos acabar com a bagunça”, afirmou.

O deputado disse que a reforma não deve apenas limitar benefícios, mas também criar bases para modernizar a administração pública. O pacote reúne cerca de 70 medidas, incluindo regras de avaliação de desempenho, concursos e pagamento de bônus por resultados.

Acompanhe tudo sobre:Home officeReforma AdministrativaFuncionalismo

Mais de Brasil

Paes e Ceciliano trocam farpas em disputa ao governo do Rio

Moraes suspende parte das regras para operação de motoapps em São Paulo

Fim dos orelhões no Brasil? Número de aparelhos caiu 81% em 5 anos

Os 10 carros mais roubados em São Paulo