Presidente eleito tem de ter convicção, não o assessor, diz Amoêdo

Presidenciável do Partido Novo alfinetou Jair Bolsonaro durante o Exame Fórum 2018

São Paulo – O candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo, cutucou o deputado Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenções de votos, durante o Exame Fórum nesta segunda-feira (3).

Quando apresentava suas propostas para a economia do país, Amoêdo afirmou que a solução dos problemas econômicos brasileiros “exigirá do presidente eleito muita convicção sua, não só dos seus assessores”.

Foi uma referência a uma evasiva que Bolsonaro costuma usar nos temas que não domina: afirmar que não é obrigação do presidente ter conhecimento aprofundado sobre o assunto, e sim de seus ministros.

Em entrevista coletiva posterior aos jornalistas, no entanto, Amoêdo negou que estivesse tentando crescer em cima do líder das pesquisas.

“A gente quer crescer em cima dos indecisos. São eles que estão desencantados com a política. Eu sou o candidato com a menor rejeição, mas também pouco conhecido. Precisamos crescer em cima disso”, afirmou.

Propostas para a educação

Em sua fala, João Amoêdo dividiu suas propostas para a educação no país em quatro eixos principais:

1 – Inverter a prioridade da alocação de recursos (hoje, o candidato citou dados que mostram que os gastos por aluno no ensino superior são três vezes maiores que os do ensino básico)

2 – Resolver o problema de gestão nas escolas, utilizando organizações sociais e acabando com indicações políticas nas direções

3 – Atrair mais professores, valorizar e alterar o currículo (dois terços estão ligados a ensino teórico e um terço à metodologia; é necessário inverter as prioridades)

4 – Melhorar o ensino técnico

Ele também voltou a citar a proposta de “bolsa educação”, baseada no bolsa família, em que haverá distribuição de bolsas de estudos para que alunos da rede pública possam estudar em escolas privadas.

Propostas para a economia

Assim como as propostas para a educação, as ideias de Amoêdo para a economia foi resumida em tópicos:

1 – Equilíbrio das contas públicas (reforma da previdência; reforma do estado – reduzir ministérios, secretarias e privilégios; acabar com as desonerações fiscais)

2 – Mais liberdade econômica (simplificar a carga tributária; mais liberdade para pessoas abrirem e fechar seus negócios)

3 – Abrir mais a economia brasileira para acordos internacionais

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