Brasil

Prefeito de Aracaju é réu no STJ por corrupção passiva

Além de corrupção passiva, ex-governador de Sergipe e atual prefeito de Aracaju, João Alves Filho é réu em ação penal no STJ por crime de peculato e formação de quadrilha


	João Alves Filho atual prefeito de Aracaju (SE): político é réu no STJ por crimes como peculato, corrupção passiva e formação de quadrilha
 (Divulgação)

João Alves Filho atual prefeito de Aracaju (SE): político é réu no STJ por crimes como peculato, corrupção passiva e formação de quadrilha (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de março de 2013 às 10h24.

São Paulo - O ex-governador de Sergipe e atual prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), tornou-se réu ontem de uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha por envolvimento nos crimes descobertos pela Operação Navalha, da Polícia Federal. Além dele, outras 11 pessoas responderão a ação penal no STJ, incluindo o empresário denunciado como o operador do esquema, Zuleido Veras, o conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe Flávio Conceição de Oliveira Neto e o filho do prefeito, João Alves Neto.

Todos foram denunciados pelo Ministério Público Federal de integrarem e se beneficiarem de um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações.

João Alves Neto responderá a processo pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. O conselheiro do Tribunal de Contas foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha. Zuleido Veras responderá processo pelos crimes de corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato.

A Operação Navalha, deflagrada em 2007 pela Polícia Federal, desmantelou o esquema e provocou a queda do então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. As investigações mostraram que Zuleido Veras repassava dinheiro a agentes públicos em troca de contratos com o setor público.

O inquérito julgado ontem pelo tribunal tinha como objeto as obras do Sistema da Adutora do Rio São Francisco, contrato firmado entre a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e a construtora Gautama. De acordo com as investigações, houve um desvio de R$ 178,7 milhões, quase 80% do valor da obra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:CorrupçãoEscândalosFraudesJustiçaSergipe

Mais de Brasil

CNH automática para 'bom condutor' entra em vigor nesta segunda-feira; veja como obter

Alfa, Gerp e Quaest: quando saem e quais são as próximas pesquisas eleitorais?

Ministério da Saúde anuncia suspensão de vacina da dengue do Butantan após mortes suspeitas

Nunes Marques suspende pesquisa eleitoral da AtlasIntel que aponta queda de Flávio Bolsonaro