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'Powerbank gigante' em Goiânia será usado para socorrer ônibus elétricos

Equipamento foi entregue junto com nova frota, que inclui maior ônibus do mundo

Ônibus Volvo BZRT, de 28 metros, usado no BRT de Goiânia (Divulgação)

Ônibus Volvo BZRT, de 28 metros, usado no BRT de Goiânia (Divulgação)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 08h01.

Goiânia - Uma bateria móvel, que funciona, na prática, como um powerbank, passará a ser usada em Goiânia como apoio à operação dos ônibus elétricos.

O item é chamado de BESS (sistema de bateria de armazenamento de energia, na sigla em inglês) e tem várias funções. Como ele é móvel, se um ônibus elétrico tiver algum problema e precisar de uma recarga no meio do caminho, o item pode ser levado até lá. O aparelho tem 50 kWh de capacidade e 60 kW de potência.

O BESS também serve para armazenar energia na garagem e, assim, servir de apoio caso haja alguma falha na rede. Em locais onde há cobrança diferenciada por horário, pode ser usado para captar energia  em momentos de tarifa mais baixa e, assim, gerar economia.

"É o primeiro no Brasil", diz Ciro Lima, diretor de vendas da Nansem, fabricante de equipamentos elétricos, que forneceu a tecnologia para Goiânia.

O BESS foi entregue junto com um novo terminal de recarga em Goiânia, o maior da América Latina, com capacidade para abastecer até 46 veículos por vez, aberto na sexta-feira, 30.

"São 23 carregadores de 240 W, o que demanda uma subestação de 6,05 MW. Como comparação, seria o suficiente para ter 6.000 chuveiros ligados ao mesmo tempo. Ou 1 milhão de lâmpadas", diz  Lima.

Frota articulada em Goiânia

A cidade de Goiânia fará uma compra total de 130 veículos elétricos, de vários tamanhos, que deverão custar, ao todo, R$ 450 milhões, segundo o Consórcio BRT, empresa que opera os veículos.

Nesta sexta, foram entregues 16 ônibus articulados, de 21 metros cada, e cinco biarticulados, de 28 metros, que são os maiores ônibus elétricos do mundo em operação. Os modelos foram fabricados pela Volvo e pela Marcopolo, em Curitiba.

O ônibus de 28 metros tem dois motores elétricos e até oito baterias, que ficam embaixo do piso. As baterias podem ter até 720 KW de capacidade, o que garante autonomia de até 300 km. A recarga é feita entre duas e três horas para cada veículo.

Patrick Lucas, gerente de infraestrutura do Consórcio BRT, que coordenou a adoção dos novos modelos, diz que os elétricos, apesar do custo inicial mais alto, trazem economia em combustível e em reparos.

"A manutenção do veículo elétrico é infinitamente menor do que a do veículo a diesel, e há menos desgaste em peças como pneus e lonas de freio", diz Lucas.

Ele explica, ainda, que toda a implantação foi feita em um ano após o início do projeto e que as obras em si levaram cinco meses.

O repórter viajou a convite da Marcopolo e da Volvo.

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