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Polícia Federal diz que irá voltar a emitir passaportes

A corporação informou que as entregas serão feitas "o mais rápido possível"

O governo liberou na semana passada um crédito suplementar de R$ 37,4 milhões para a retomada das emissões, mas a Polícia Federal afirma que o dinheiro ainda é insuficiente (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Agência Brasil)

O governo liberou na semana passada um crédito suplementar de R$ 37,4 milhões para a retomada das emissões, mas a Polícia Federal afirma que o dinheiro ainda é insuficiente (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Agência Brasil)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de novembro de 2022, 21h10.

Última atualização em 30 de novembro de 2022, 21h11.

A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira, 30, que vai retomar parcialmente a emissão de passaportes. Quem for atendido até 00h desta quinta-feira, 1º, nos postos de emissão vai receber os documentos. A corporação informou que as entregas serão feitas "o mais rápido possível".

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A emissão de passaportes é atribuição exclusiva da PF. O serviço foi suspenso no último dia 18 por falta de verbas. A interrupção das entregas pode prejudicar milhares de pessoas com viagem marcada.

O governo liberou na semana passada um crédito suplementar de R$ 37,4 milhões para a retomada das emissões, mas a Polícia Federal afirma que o dinheiro ainda é insuficiente.

"Considerando a insuficiência dos valores liberados, após a data citada, serão novamente suspensas novas confecções, até que os valores remanescentes sejam repassados", diz o comunicado divulgado nesta tarde.

A PF disse ainda que acompanha "atentamente a situação junto ao governo federal" para restabelecer completamente o serviço.

Em agosto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já havia sinalizado que o bloqueio de recursos discricionários pela equipe econômica do governo, para evitar o furo do teto de gastos, poderia afetar a emissão dos documentos. A Polícia Federal compõe a estrutura administrativa da pasta.

Não é a primeira vez que a entrega de passaportes é suspensa por falta de verbas. Em 2017, a PF interrompeu o serviço, o que também levou o governo e pedir crédito suplementar para regularizar as emissões.

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