Brasil

PEC do fim da escala 6x1 deve ser votada ainda em maio na Câmara

Relator da proposta, Leo Prates quer que matéria seja aprovada na comissão especial sobre o tema até 26/5

Fim da escala 6x1 é prioridade legislativa do governo Lula (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Fim da escala 6x1 é prioridade legislativa do governo Lula (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 5 de maio de 2026 às 16h01.

Última atualização em 5 de maio de 2026 às 16h05.

O texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1 deve ser votado no plenário da Câmara dos Deputados até o dia 27 de maio. Pelo cronograma apresentado pelo relator do texto na comissão especial sobre o tema na Casa, o deputado Léo Prates (Republicanos-BA), o parecer seria votado na comissão no dia 26 de maio.

Prates, que foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) como relator na semana passada, disse que pretende construir um relatório de consenso entre entidades patronais e representantes de trabalhadores, e que fará "tudo combinado com o Hugo Motta e Alencar (Santana, do PT-SP, presidente da comissão especial)".

Entre os pontos que são "inegociáveis", segundo o deputado, estão a redução da jornada de trabalho e a manutenção de empregos e salários. Ele evita comentar regras de transição.

Audiências

Pelo cronograma apresentado pelo relator, a leitura do relatório final será daqui a duas semanas, em 20 de maio, e a votação do texto pela comissão especial seria no dia 26 de maio. A matéria, portanto, estaria apta a ir a plenário no dia 27, como quer Motta.

A comissão especial sobre o fim da escala 6x1 vai ouvir o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, nesta quarta-feira, 6. Também estão previstas audiências com entidades patronais, no dia 18 de maio, e com sindicatos e representantes dos trabalhadores, no dia 19.

Durante a apresentação de seu plano de trabalho, nesta terça-feira, 5, Prates afirmou que sua referência será a PEC 221/2019, apresentada por Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta está apensada (agrupada) à PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP). As duas preveem a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas semanais para 36 horas semanais, mas a de Lopes estipula um período de transição de dez anos.

Regras de transição

O Ministério do Trabalho tem defendido que a redução da jornada para 40 horas semanais de maneira imediata e sem compensação às empresas, sob o argumento de que a mudança já deve influenciar positivamente a produtividade do trabalhador como efeito da melhora de seu bem-estar.

Nos bastidores, porém, o governo admite que deve haver um período de transição, mas a articulação política do governo atua para que esse período seja o menor possível.

Léo Prates defendeu que a redução de jornada seja feita por meio de uma PEC, e não um projeto de lei, como queria o governo Lula. Para ele, a mudança via emenda à Constituição dá mais segurança jurídica a trabalhadores e empregados.

Léo Prates é tido como membro do Centrão e é próximo do grupo político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto. O deputado acaba de trocar o PDT pelo Republicanos. Ele foi escolhido por Motta na semana passada.

Acompanhe tudo sobre:Hugo MottaCâmara dos DeputadosEscala de trabalhoJornada de trabalhoGoverno Lula

Mais de Brasil

Lula cresce entre independentes e Flávio perde força na direita: os detalhes da Quaest

Inmet emite aviso laranja para tempestades no Rio Grande do Sul

Michelle 'não pode desistir no meio do caminho', diz Celina sobre disputa ao Senado no DF

Moraes nega pedido para que Javier Milei visite Jair Bolsonaro