Cristiano Zanin, advogado de Lula: Juiz e MPF "atuaram mais uma vez como um bloco monolítico contra a liberdade de Lula" (Nacho Doce/Reuters)
Repórter
Publicado em 25 de outubro de 2026 às 19h54.
Última atualização em 25 de outubro de 2026 às 20h01.
Deputados e senadores da oposição anunciaram neste domingo, 25, que apresentarão um pedido de impeachment de Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após a prorrogação da votação do segundo turno até as 19h.
A oposição no Congresso Nacional anunciou neste domingo, 25, que vai apresentar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. A iniciativa ocorre após o ministro prorrogar até as 19h, no horário de Brasília, o prazo de votação, decisão que gerou questionamentos entre parlamentares oposicionistas.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou, nas redes sociais, que pretende protocolar o pedido sob a alegação de "atuação desidiosa". Segundo ele, Zanin teria decidido sobre a prorrogação sem competência para isso e após as 17h, quando, na avaliação do deputado, o processo eleitoral já estava legalmente encerrado.
Van Hattem também levantou suspeitas sobre a imparcialidade do ministro, argumentando que Zanin foi advogado pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de assumir uma cadeira no STF.
Protocolarei impeachment de Zanin por atuação desidiosa!
Decidiu sem ter competência para tal e depois das 17h, quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado.
Além disso, com claro indício de suspeição pois Zanin foi advogado pessoal do Lula antes de ser ministro. E quem pediu a prorrogação foi a coligação do próprio Lula!
— Marcel van Hattem (@marcelvanhattem) October 25, 2026
O senador Jorge Seif (PL-SC) também anunciou que pretende pedir o impeachment do ministro. Em publicação nas redes sociais, disse ter determinado à equipe que formalize a iniciativa e questionou a possibilidade de estender o prazo de votação.
Impeachment de Zanin https://t.co/Znuetf6LdX
— 🇧🇷 Jorge Seif Junior 🟩🟨🟦 (@jorgeseifjunior) October 25, 2026
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou a decisão como “intempestiva”. Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), ele afirmou que a prorrogação teve como objetivo tumultuar o processo eleitoral.
A coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou na tarde deste domingo uma petição com pedido de liminar de urgência, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h, em todo os municípios do país atingidos por problemas no transporte público. A campanha também havia protocolado o pedido no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seguida, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) também pediu a prorrogação da votação do segundo turno até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A equipe do candidato alega que chuvas, alagamentos e interdições de vias dificultaram o acesso de eleitores às seções.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou e justificou a decisão de prorrogação do horário de encerramento da votação no 2º turno das eleições, neste domingo, 25. Segundo o magistrado, a decisão será cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas.
"Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nos termos anteriormente mencionados", disse Zanin.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, comunicou aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) que apenas as sessões eleitorais que ainda estiverem abertas devem permanecer em funcionamento até as 19h.
Com isso, a Justiça Federal reconheceu oficialmente a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação para o segundo turno.
Acompanhe o resultado das eleições em tempo real.
O deputado Marcel van Hattem afirma que Cristiano Zanin teve “atuação desidiosa” ao prorrogar a votação sem competência para isso e após as 17h. Van Hattem também questiona a imparcialidade do ministro por ele ter sido advogado pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva antes de assumir uma cadeira no STF.
O deputado federal Marcel van Hattem e o senador Jorge Seif anunciaram que pretendem formalizar pedidos de impeachment contra Cristiano Zanin. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, classificou a decisão do ministro como “intempestiva”.
Cristiano Zanin prorrogou até as 19h o horário da votação no segundo turno nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas. Segundo o ministro, os votos das urnas já encerradas seriam computados e totalizados normalmente.
A coligação de Luiz Inácio Lula da Silva pediu a extensão até as 19h nos municípios afetados por problemas no transporte público. A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a prorrogação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e alegou dificuldades causadas por chuvas, alagamentos e interdições de vias.
Apenas as seções eleitorais que ainda estivessem abertas poderiam permanecer em funcionamento até as 19h. A orientação foi comunicada aos Tribunais Regionais Eleitorais pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques.