Dragagem: operação de limpeza remove lixo do fundo do complexo hídrico (Divulgação/Iguá Rio)
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Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 10h31.
O processo de dragagem - ou seja, de escavação e remoção de resíduos - do fundo do Complexo Lagunar encontrou 11 sofás em um único dia. Desde abril de 2024, cerca de 315 toneladas de lixo já foram retirados da região. A informação é da Iguà Rio, concessionária responsável pelo complexo.
O Complexo Lagunar, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro, é fomado pelas lagoas da Tijuca, de Jacarepaguá e do Camorim, além dos canais de Marapendi e Joatinga. A região é considerada uma das maiores formações hídricas da cidade.
A Iguá Rio faz a operação de dragagem, como parte do projeto “Juntos pela Vida das Lagoas”, que realiza a ação e implementa ações socioambientais na região. Entre as 315 toneladas de resíduos sólidos retirados, foram encontrados garrafas, copos, embalagens, brinquedos e outros itens plásticos.
Segundo a concessionária, as lagoas foram transformadas com o descarte irregular de objetos como os sofás ao longo de décadas. Além de diminuir a troca com o mar, o ambiente sofreu deterioração e a fauna local foi afetada, com alguns animais deixando de ser observados no complexo.
A ação tem a duração prevista de três anos e prevê investimento total de R$ 250 milhões. A dragagem de todo o complexo evoluiu 35% entre 2024 e novembro deste ano, com 11 mil batelões carregados com os síduos.
Segundo Leonardo Soares, diretor de assuntos corporativos da Iguá Rio, a dragagem permite reabrir canais de ligação entre as lagoas e o mar, o que faz com que a profundidade natural das lagoas sejam restauradas. "Isso amplia a troca hídrica, melhora a oxigenação da água e impulsiona a revitalização do ecossistema”, disse, em comunicado de divulgação do balanço da ação.
Com a profundidade afetada, o fluxo de água é dificultado, causando acúmulo e decomposição de resíduos, contribuindo para a poluição do meio ambiente, mau cheiro na região e prejudicando a vida selvagem local.
A Iguá Rio administra a região desde 2021, quando iniciou o contrato de concessão de 35 anos para conduzir o saneamento, tratando água e cuidando da distribuição de água. Segundo a empresa, a expectativa é de investir R$ 2,7 bilhões na região.
Segundo a Iguá Rio, a atividade ambiental na região permitiu que algumas espécies voltassem a frequentar o Complexo Lagunar, como a biguatinga e garças dos tipo azul e boieira.
O impacto sociambiental também ocorre na oxigenação da água, que subiu de 5% para 14%, além de afetar a região do manguezal: a empresa pretende plantar 240 mil mudas para recompar a área de 7 hectares.