Simulação de tecnologias de prevenção de acidentes em ônibus da Volvo ( Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 06h01.
Novos modelos de ônibus elétricos à venda no Brasil trazem tecnologias para evitar acidentes semelhantes às usadas em carros de luxo. Entre elas, estão sensores de freagem automática para evitar batidas e atropelamentos e um sensor que detecta fadiga e 'acorda' o motorista.
Os sensores estão embarcados nos novos ônibus elétricos articulados da Volvo e da Marcopolo, que são fabricados no Brasil e começaram a rodar em Goiânia no final de janeiro. Os veículos maiores, que chegam a 28 metros de comprimento, custam em torno de R$ 6 milhões cada um.
Uma das tecnologias é um sensor de colisão. Caso o sistema detecte risco de batida ou atropelamento, ele começa a frear o veículo e a intensidade aumenta aos poucos para evitar trancos que possam desequilibrar os passageiros.
Outros sensores detectam pedestres, motos e ciclistas nas laterais do ônibus, onde há pontos cegos. Um sistema de luzes indica os pontos de risco e, caso seja detectado perigo de atropelamento iminente, aciona um sinal sonoro e luzes piscantes para alertar o motorista.
Ônibus Volvo BZRT, de 28 metros, usado no BRT de Goiânia (Divulgação)
Os sensores também ficam de olho no comportamento do motorista. Caso o condutor saia da faixa ou dirija de forma confusa, os sensores emitam um sinal sonoro discreto e exibam uma mensagem no painel. Se for detectado que o motorista está conduzindo de forma muito perigosa, há um alerta mais alto.
Os novos modelos trazem, ainda, sistema eletrônico de estabilidade para reduzir o risco de tombamento em curvas, freios eletrônicos e sensores que acendem os faróis ao detectar falta de claridade do lado de fora. Outro sensor ativa os para-brisas em caso de chuva, automaticamente.
Simulação de tecnologias de prevenção de acidentes em ônibus da Volvo ( Divulgação)