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NE está para decretar calamidade, diz governador de MT

"Os Estados têm avisado que vão decretar calamidade assim como o Rio de Janeiro, se não houver uma decisão (sobre ajuda financeira) em dez dias", afirmou Taques


	Mato Grosso: "os Estados têm avisado que vão decretar calamidade assim como o Rio de Janeiro, se não houver uma decisão (sobre ajuda financeira) em dez dias", afirmou Taques
 (Marcos Vergueiro/Divulgação prefeitura de Cuiabá)

Mato Grosso: "os Estados têm avisado que vão decretar calamidade assim como o Rio de Janeiro, se não houver uma decisão (sobre ajuda financeira) em dez dias", afirmou Taques (Marcos Vergueiro/Divulgação prefeitura de Cuiabá)

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Da Redação

Publicado em 13 de setembro de 2016 às 17h48.

Brasília - O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, afirmou nesta terça-feira, 13, que o motivo para a reunião de governadores com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na tarde de hoje é a busca de recursos.

"Os Estados do Nordeste têm avisado que vão decretar calamidade assim como o Rio de Janeiro, se não houver uma decisão (sobre ajuda financeira) em dez dias", afirmou Taques, ao chegar no ministério para a reunião com Meirelles.

Taques afirmou que os governadores do Centro-Oeste também estão conversando com o governo neste sentido. "(O Estado de) Calamidade pode fazer com que o Brasil perca rating internacional", afirmou ao comentar os efeitos nocivos para o país como um todo, caso os Estados, de fato, decretem estado de calamidade.

O encontro com Meirelles conta com a presença de vários governadores de várias regiões do País. Entre eles, os governadores do Amazonas, José Melo de Oliveira; do Amapá, Waldez Góes; e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão - que disse ter comparecido à reunião com Meirelles para "prestar solidariedade aos governadores".

O Rio recebeu do governo federal uma ajuda emergencial de R$ 2,9 bilhões. Os governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste esperam que o governo, em função da crise, também ajude seus Estados a fechar as contas.

O governador do Piauí, Wellington Dias, é outro que defende a ajuda emergencial do governo.

"Na última reunião com governadores do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, foi apresentado o pleito de um auxílio emergencial no valor de R$ 7 bilhões para estes 20 Estados que ficaram com apenas 9% do esforço fiscal para alongamento da dívida com a União. Afetados pela seca, crescimento da violência, paralisação de obras, queda das receitas partilhada pela União, pelo menos 14 Estados já tomaram a decisão de fazer o Decreto de Calamidade na próxima semana, caso não tenham o auxílio emergencial neste mês", afirmou à reportagem.

De acordo com Dias, os governadores de outros Estados engrossam o coro de que a situação de seca e violência, além da queda de receitas, não dá condições de atender a população.

Segundo ele, os governadores vão editar o decreto caso não tenham o socorro adicional.

"Estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste estão bem decididos a tomar uma posição conjunta. Todos estamos preocupados com o impacto de uma decisão desta, mas, se não houver um socorro para atender aos serviços básicos, creio que a decretação de calamidade será inevitável", disse Dias.

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