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Não se faz obra pública sem acerto, diz advogado de lobista

Depoimento de Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de desvios da Petrobras, foi adiado pela PF para sexta-feira

Curitiba - O advogado Mário de Oliveira Filho, que defende o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, afirmou nesta quarta-feira que a realização de obras públicas no Brasil está diretamente relacionada a pagamentos de propina.

"O empresário, se porventura faz alguma composição ilícita com político para pagar alguma coisa, se ele não fizer isso não tem obra. Pode pegar qualquer empreiteirinha e prefeitura do interior do país. Se não fizer acerto, não coloca um paralelepípedo no chão", disse o advogado, em Curitiba, onde seu cliente está preso.

“Os depoimentos mostraram que eles [empresários] não têm como fugir disso [pagamento de propina]. A coisa mais difícil é o vínculo negativo. Duvido que o empresário entre no esquema se não estiver com a corda no pescoço.”

A Polícia Federal remarcou para a próxima sexta-feira o depoimento de Fernando Baiano, inicialmente agendado para a tarde de hoje.

A oitiva dele é uma das mais aguardadas porque o empresário é apontado como o principal operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Fernando Baiano era procurado pela polícia desde a última sexta-feira, mas só se entregou na tarde de terça-feira aos policiais na sede da PF em Curitiba.

O advogado disse ter orientado o lobista a permanecer foragido enquanto aguardava o julgamento de recursos para derrubar a ordem de prisão temporária.

"Ele mudou de ideia ontem e resolveu se entregar. Insisti para ele esperar o julgamento dos habeas corpus", afirmou Oliveira Filho.

Uma tabela encontrada em escritório de Youssef aponta Fernando Baiano como destinatário de 1,13 milhão de reais em recursos distribuídos por auxiliares do doleiro.

Ele também é mencionado nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como operador do PMDB.

O advogado do lobista nega: "Se há um operador ele não se chama Fernando Soares, não adianta colocar o rótulo de operador nele. Mas negócios com a Petrobras ele teve".

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