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Moro reconhece contágios em presídios, mas diz que está "sob controle"

Ministro da Justiça disse que a principal medida para impedir disseminação é o isolamento dos presidiários infectados

O ministro da Justiça, Sergio Moro, reconheceu na tarde desta segunda-feira que houve uma piora na disseminação do novo coronavírus nos presídios com a confirmação de casos de presos infectados no Pará, Ceará e Distrito Federal, mas frisou que a situação está "sob controle".

– Claro que essa situação é pior do que a situação anterior, onde nós não tínhamos registro de nenhum infectado, mas a situação se encontra ainda absolutamente sob controle, tomando os cuidados necessários para que, se forem identificados presos com sintomas ou positivados à infecção, que eles sejam devidamente isolados.

Ele disse que o principal plano para evitar a disseminação é o "isolamento da população carcerária". No caso do Distrito Federal, ressalvou que "infelizmente", pela identificação tardia da doença, o preso infectado pelo vírus teve contato com 20 outros presos, e consequentemente estes também foram contaminados.

Após dizer que a indicação do governo é de que os testes enviados aos estados sejam destinados apenas aos profissionais de segurança, Moro disse que "nada impede" a testagem dos presos posteriormente, havendo disponibilidade de testes.

– Tendo maior disponibilidade desses testes, poderemos realizar testagem da população carcerária. Mas nada impede que os governos dos estados possam realizar testagem da população prisional – afirmou Moro.

Além do isolamento de presos infectados pelo vírus, segundo Moro, os governos estudam também uma forma de isolar os detentos recém-chegados nos presídios dos que já estão nas unidades, uma quarentena dividindo presos novos e antigos.

Ele citou também a suspensão das visitas como uma medida para evitar o contágio nas unidades prisionais, assim como a recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de soltar parte da população prisional mais vulnerável.

– Acho que é uma recomendação válida em vários aspectos. Em nenhum momento das minhas manifestações eu critiquei a recomendação, apenas a ponderação de que ela não deve ser utilizada para colocar presos perigosos em liberdade.

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