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Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal

O ministro do STF autorizou ainda que a esposa do ex-presidente, Michele Bolsonaro, seja a acompanhante principal

Bolsonaro: Moraes autoriza cirurgia e determina vigilância da PF no hospital (MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Image)

Bolsonaro: Moraes autoriza cirurgia e determina vigilância da PF no hospital (MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Image)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 23 de dezembro de 2025 às 14h32.

Última atualização em 23 de dezembro de 2025 às 14h33.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta terça-feira, 23, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realize a cirurgia para a retirada de uma hérnia inguinal bilateral.

A previsão é que Bolsonaro seja internado no dia 24 de dezembro, véspera de Natal, e que a operação ocorra no dia seguinte, dia 25.

Moraes autorizou que a esposa do ex-presidente, Michele Bolsonaro, seja a acompanhante principal. As demais visitas somente poderão ocorrer com prévia autorização judicial.

O ministro determinou que o transporte e segurança de Bolsonaro deverão ser realizados pela Polícia Federal de “maneira discreta e o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital”.

"A Polícia Federal deverá garantir, ainda, a segurança e fiscalização 24 (vinte e quatro) horas por dia, mantendo, no mínimo, 2 (dois) policiais federais na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital", determinou Moraes na decisão.

O magistrado proibiu ainda computadores, telefones celulares ou dispositivos eletrônicos no quatro do hospital.

Os advogados do ex-presidente haviam solicitado que os filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem registrados como acompanhantes secundários quando necessário.

O ministro já autorizou a realização do procedimento cirúrgico depois que a perícia da Polícia Federal confirmou o diagnóstico apresentado pela equipe médica do ex-presidente.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou de forma favorável ao pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a realização da cirurgia.

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