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Ministros admitem inexperiência em áreas que vão gerir

A admissão da falta de experiência para os cargos marcou alguns discursos de posse


	O novo ministro do Esporte George Hilton e Dilma: "posso não entender profundamente de esportes, mas entendo de gente"
 (Roberto Stuckert Filho/PR)

O novo ministro do Esporte George Hilton e Dilma: "posso não entender profundamente de esportes, mas entendo de gente" (Roberto Stuckert Filho/PR)

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Da Redação

Publicado em 3 de janeiro de 2015 às 07h08.

Brasília - O segundo governo da presidente Dilma Rousseff começou a se estruturar ontem (2), quando 14 novos ministros assumiram suas cadeiras na Esplanada dos Ministérios. A admissão da falta de experiência para os cargos - uma das críticas que os setores fazem a boa parte da nova equipe - marcou alguns discursos de posse.

Foi o caso de titulares de pastas como Esporte e Pesca. No caso dos Portos, a admissão foi feita em conversa com o Estado. Por sua vez, o agora ex-ministro da Previdência, Garibaldi Alves, reconheceu que ocupou a pasta nos últimos anos sem conhecimento.

Ao assumir a chefia do Ministério do Esporte, o deputado federal George Hilton, um dos nomes mais contestados do novo Ministério de Dilma, admitiu não entender "profundamente" do tema.

A transmissão do cargo para o deputado federal do PRB, ligado à Igreja Universal, foi esvaziada de atletas e representantes do primeiro escalão do governo.

Hilton foi apresentado na cerimônia como radialista e apresentador de televisão. Seu perfil no site da Câmara traz outras duas profissões, nenhuma delas ligadas ao esporte: teólogo e animador.

"Gostaria de tranquilizá-los para dizer: posso não entender profundamente de esportes, mas entendo de gente. Eu sei ouvir as pessoas, sei dialogar", disse o novo ministro, prometendo usar a habilidade política para gerir a pasta.

No Ministério da Pesca, o novo titular Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), se esquivou dos questionamentos sobre a sua experiência no setor. Disse apenas que o Pará é um grande produtor de peixes e que o importante é "ter capacidade de gestão". "Mais importante do que qualquer atividade em si é ter capacidade de gerir a pasta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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