'Gripe K': trata-se de uma variação do vírus Influenza A (Reprodução/Getty Images)
Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 08h52.
O Ministério da Saúde confirmou na quinta-feira, 18, quatro casos da variante K da gripe no Brasil.
Trata-se de uma variação do vírus Influenza A (H3N2) que apresentou maior circulação nos últimos meses de 2025.
Segundo a pasta, um dos casos foi identificado no Pará e está associado a uma viagem internacional. Os outros três ocorreram no Mato Grosso do Sul e ainda estão sob investigação para confirmação da origem.
O ministério informou que as vacinas contra a gripe disponíveis no SUS seguem oferecendo proteção contra formas graves da doença, inclusive aquelas causadas pela variante K. A recomendação é que os grupos prioritários mantenham o esquema vacinal em dia.
Os grupos considerados mais vulneráveis continuam sendo idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde. Para esse público, a imunização é apontada como a principal estratégia para reduzir o risco de complicações e internações.
De acordo com o Ministério da Saúde, a hesitação vacinal tem preocupado as autoridades sanitárias. A pasta destacou que a baixa adesão à vacinação, cenário observado em países da América do Norte, contribui para o aumento da circulação do vírus.
A gripe é causada pelo vírus influenza, sendo o tipo A o mais associado a surtos e quadros mais graves. O subclado K é uma variação genética da Influenza A (H3N2) e não é considerado um vírus novo.
Até o momento, não há evidências de que a variante K provoque casos mais graves. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que pode resultar em maior número de internações.
Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da gripe comum e incluem febre, dor no corpo, tosse e cansaço. O Ministério da Saúde recomenda atenção a sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro, que exigem atendimento médico.
Além da vacinação anual, a pasta orienta o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização frequente das mãos e ventilação adequada de ambientes fechados como medidas adicionais de prevenção.