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Meio político está preocupado com delações, diz senador do PT

O líder da minoria, Humberto Costa, considera que o governo do presidente Michel Temer "será atingido em cheio" pelos depoimentos da Odebrecht

Odebrecht: os parlamentares estão preocupados com o teor dos depoimentos por não saberem "o grau de verdade" das acusações feitas pelos delatores (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Odebrecht: os parlamentares estão preocupados com o teor dos depoimentos por não saberem "o grau de verdade" das acusações feitas pelos delatores (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de março de 2017 às 17h35.

Brasília - O líder da minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que "há preocupação" em todo o meio político com a eminência da quebra de sigilo das delações da Odebrecht.

"Sem dúvida nenhuma, isso vai gerar uma grande turbulência", disse. O parlamentar considera que o governo do presidente Michel Temer "será atingido em cheio" pelos depoimentos.

Costa declarou ainda que os parlamentares estão preocupados com o teor dos depoimentos por não saberem "o grau de verdade" das acusações feitas pelos delatores.

"Há um receio de que haja muita mentira. Tudo que é versão de delator vira quase verdade hoje em dia", avaliou. Ele disse que não viu nenhum movimento "concreto" de reação no Congresso, mas que isto deve ocorrer.

Ele também comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar que doações eleitorais declaradas podem ser propina.

"Essa decisão do Supremo é muito complicada, a não ser que houvesse um claro elo, como uma gravação, mas você dizer que uma contribuição feita por intermédio do partido formalmente é resultado de propina é muito difícil", comentou.

Alvo de um inquérito no STF, Costa foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de ter sido beneficiário de R$ 1 milhão para sua campanha de 2010.

O dinheiro seria oriundo de propina. Em agosto do ano passado, a Polícia Federal pediu o arquivamento das investigações por falta de provas, porém a Procuradoria-Geral da República ainda não se manifestou sobre a solicitação.

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