Marina quer solução via TSE e chama PMDB de "siamês do PT"

"O PMDB, durante 12 anos, como irmão siamês do PT, indicou diretores para a Petrobras e tomou decisões políticas que nos levaram à crise", disse

A ex-senadora Marina Silva (Rede) voltou a defender a cassação da chapa encabeçada pela presidente Dilma Rousseff e a realização de novas eleições como solução para a crise política.

Em duas entrevistas, criticou o PMDB como "irmão siamês do PT" na crise e disse ver riscos para a operação Lava Jato.

Marina, que disputou as duas últimas eleições presidenciais, afirmou ao jornal Valor Econômico ter o receio de que o impeachment de Dilma "crie a aura de que as coisas já foram resolvidas", o que poderia levar ao "arrefecimento" da Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, outras empresas, partidos e políticos.

"Dentro do governo há muitos que estão querendo atrair de novo o PMDB. Dentro do PSDB, outros querendo se unir ao PMDB", disse Marina ao jornal O Estado de S. Paulo.

"Há um ponto convergente nos dois caminhos que se cruzam. Eles se cruzam e se encontram com a mesma proporção e a mesma intensidades, que é o arrefecimento das investigações."

Marina não vê um possível governo comandado pelo vice-presidente Michel Temer no caso de impeachment da petista Dilma como solução para a crise política e fez duras críticas ao PMDB, partido presidido pelo vice.

"O PMDB, durante 12 anos, como irmão siamês do PT, indicou diretores para a Petrobras e tomou decisões políticas que nos levaram à crise", disse.

Ainda que na sua avaliação o impeachment seja "uma realidade que está posta", Marinaacredita que a cassação da presidente e do vice pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriria caminho para a melhor saída para a crise, se for "devidamente comprovado" que a chapa Dilma-Temer foi beneficiadas por recursos ilegais conforme investigado pela Lava Jato.

"O TSE é o caminho de uma possibilidade de repactuar os rumos da nação, de devolver aos 200 milhões de brasileiros a possibilidade de corrigir o erro que foi induzido a cometer", disse Marina.

A ex-senadora ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial de 2014, pouco atrás do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi derrotado no segundo turno por Dilma.

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