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Marina promete quantidade de energia solar igual a Belo Monte até 2022

O programa "Sol para Todos" pretende aumentar em 10% a matriz de energia solar, com a contratação de 10 gigawatts de energia fotovoltaica até 2022

Marina Silva: os investimentos serão da iniciativa privada, de linhas de crédito de bancos estatais e de recursos do Fundo Clima (Ricardo Moraes/Reuters)

Marina Silva: os investimentos serão da iniciativa privada, de linhas de crédito de bancos estatais e de recursos do Fundo Clima (Ricardo Moraes/Reuters)

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Reuters

Publicado em 17 de setembro de 2018 às 17h11.

A candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, anunciou nesta segunda-feira um plano para contratar o equivalente a uma usina hidrelétrica de Belo Monte em energia solar até 2022, caso seja eleita nas eleições de outubro.

Em visita a Sergipe, Marina afirmou que o programa "Sol para Todos" tem a intenção de aumentar em 10 por cento a presença da energia solar na matriz energética brasileira, por meio de investimentos da ordem de 50 bilhões de reais da iniciativa privada, de linhas de crédito de bancos estatais, incluindo o BNDES, e de recursos do Fundo Clima.

"Vamos nos tornar uma potência em geração de energia limpa, utilizando as possibilidades que temos do sol, do vento e da biomassa", disse Marina.

O plano prevê a contratação de 10 gigawatts de energia fotovoltaica até 2022. Segundo assessoria da candidata, a potência instalada prevista pelo plano é próxima da potência nominal da usina hidrelétrica de Belo Monte, de 11 gigawatts.

Marina estima ainda, com o programa, a criação de 2 milhões de empregos, além de uma redução nas contas de luz em mais de 90 por cento. O programa também irá incentivar a produção de placas solares no país.

O plano terá o Nordeste brasileiro como foco, onde há maior incidência média de sol. Nas áreas rurais, haverá possibilidade de arrendamento para fazendas solares, dependendo do tamanho da propriedade.

A candidata da Rede não deixou de criticar as gestões da ex-presidente Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer, responsáveis, na opinião dela, pelos impactos da recessão na região.

"Eu tenho dito que o Brasil se preocupa demais com o pré-sal, mas que o Nordeste é o nosso 'pré-sol': uma riqueza energética potencial ainda pouco explorada, mas que pode se reverter em benefícios para a população e para o planeta", defendeu.

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