Manifestantes pedem intervenção militar em protesto no Rio de Janeiro

Os protestos estão se concentrando em frente ao Comando Militar do Leste, no centro da capital fluminense
Protestos de manifestantes contrários ao PT (Eduardo Frazão/Exame)
Protestos de manifestantes contrários ao PT (Eduardo Frazão/Exame)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 02/11/2022 às 10:03.

Última atualização em 02/11/2022 às 11:40.

Um grupo de militantes está protestando na manhã desta quarta-feira, 2, em frente ao Comando Militar do Leste (CML) no centro do Rio de Janeiro, pedindo uma intervenção militar, a anulação das eleições presidenciais que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O grupo está reunido em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede organizacional das Forças Armadas que abrange Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Os manifestantes chegaram ao local por volta das 8 horas com faixas e cartazes por "intervenção militar" e bandeiras do Brasil e estão ocupando a praça em frente ao CML e uma faixa da Avenida Presidente Vargas, principal via da cidade. O ato é acompanhando por agentes da Guarda Municipal e pela Polícia Militar.

"Temos o artigo 142, mas sabemos que para ele ser colocado em prática precisaria passar pelo Congresso. O outro lado vai acabar com a gente. Não queremos virar Venezuela. Militares nos ajudem. Todo poder emana do povo", declarou uma das organizadores do ato.

Sob gritos de "eu autorizo", "Lula ladrão" e entoando hinos militares e religiosos, o grupo protesta sob chuva fina.

Bolsonaro pediu para interromper os protestos

O ato foi convocado um dia após o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno do pleito, se manifestar sobre o resultado eleitoral. Bolsonaro não contestou mas também não admitiu formalmente a derrota nas urnas, declarando que as ruas "sentimento de indignação e injustiça de como se deu o processo eleitoral".

"As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir", declarou o Presidente da República.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda há ocorrências no Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Com Estadão Conteúdo