Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em discurso no Senado (Carlos Moura/Agência Senado)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 16h37.
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira, 11, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um "produto vencido e ultrapassado" e comparou o petista a um "Opala velho".
"Lula é um produto vencido de verdade, se comparar o Lula a um carro, ele é um Opala velho, com câmbio manual, que já foi bonito, mas hoje não leva para lugar nenhum. E ainda bebe pra caramba", disse durante painel na CEO Conference do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME).
Escolhido pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como candidato do campo conservador, Flávio comemorou o resultado da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, que mostrou uma diminuição da distância entre o petista e o senador no cenário de segundo turno.
No levantamento, Flávio aparece com 38% das intenções de voto contra 43% de Lula. Em novembro, a diferença era de 10 pontos percentuais. Segundo Flávio, os números mostram um “crescimento rápido, consistente e irreversível” de seu nome.
"Eu tenho a convicção que vamos ganhar essa eleição com o cérebro e não com o fígado", disse.
A uma plateia repleta de agentes do mercado financeiro, Flávio se apresentou como um nome moderado e afeito ao diálogo. O senador disse que está pronto para o desafio e que Bolsonaro fez uma escolha acertada ao escolhê-lo em detrimento de nomes como do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Flávio afirmou ainda que espera que Tarcísio participe da campanha de "corpo e alma" porque o palanque em São Paulo será determinante para uma possível vitória do senador.
"O que aguardo do Tarcísio é que a gente possa estar com o mesmo clima da eleição de 2022, só que agora com a minha figura, ao invés da figura do meu pai. Se a gente já está desse tamanho todo nas pesquisas sem ter esses atores importantes de corpo e alma nessa pré-campanha, imagina quando começar a campanha de verdade, com todas as pessoas juntas no mesmo palanque", disse.