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Linha 6-laranja atinge 80% das obras e deve iniciar operação em 2026

Trecho inicial entre Brasilândia e Perdizes será entregue no segundo semestre e estações já passam de 90% de execução

Linha 6: (Linha Uni/Divulgação)

Linha 6: (Linha Uni/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 27 de março de 2026 às 06h00.

Última atualização em 27 de março de 2026 às 07h49.

As obras da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo atingiram 80% de execução, segundo dados do governo estadual. O projeto liga a Brasilândia, na zona norte, à estação São Joaquim, na região central.

O primeiro trecho, entre Brasilândia e Perdizes, tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2026.

Já a segunda fase, que conecta Perdizes à região central, deve ser concluída em 2027.

Ao todo, a nova linha terá 15 estações distribuídas ao longo de 15,3 quilômetros, ampliando a oferta de transporte de alta capacidade e reforçando a ligação entre as zonas Norte, Oeste e o centro da capital.

Entre as frentes mais avançadas, a estação Água Branca já atingiu 97% das obras, enquanto Perdizes e Santa Marina superam 91% de execução.

Outras estações, como Brasilândia e João Paulo I, se aproximam de 90%, enquanto Freguesia do Ó, SESC-Pompeia e PUC-Cardoso de Almeida já ultrapassam 80%, indicando avanço mais homogêneo ao longo do traçado.

O ritmo das obras indica uma fase final de construção em parte relevante do projeto.

Quando concluída, a Linha 6-Laranja terá conexão com as linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi, o que deve melhorar a distribuição de passageiros na rede e reduzir o tempo de deslocamento.

O trajeto que hoje pode levar cerca de 1h30 de ônibus deve cair para aproximadamente 23 minutos.

Conhecida como “linha das universidades”, a nova linha deve atender diretamente sete instituições de ensino superior, além de beneficiar outras de forma indireta.

O projeto prevê a operação com 22 novos trens, com foco em maior eficiência energética.

A Linha 6-Laranja é estruturada como uma Parceria Público-Privada (PPP), conduzida pelo governo de São Paulo por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI). A execução é da concessionária Linha Uni, com obras realizadas pela Acciona.

Segundo o governo, o projeto já gerou mais de 10 mil empregos e deve atender mais de 630 mil passageiros por dia quando estiver em plena operação.

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