Manifestação na avenida Paulista no último domingo, 31 de maio (Rahel Patrasso/Reuters)
Juliana Estigarribia
Publicado em 6 de junho de 2020 às 10h52.
Última atualização em 6 de junho de 2020 às 11h04.
A Justiça acatou pedido do governo de São Paulo e proibiu a realização de manifestações de grupos pró e contra o presidente Jair Bolsonaro.
Segundo nota da secretaria de Segurança Pública do estado, a liminar veda a realização de manifestações no mesmo local e data.
"O juiz Rodrigo Galvão Medina, do plantão Civil da capital, concedeu na noite desta sexta-feira, 05, liminar proibindo a realização de atos de grupos antagônicos no mesmo local e data", referindo-se à avenida Paulista, em atos que aconteceriam neste domingo, 07.
No seu despacho, o juiz destacou que a medida visa evitar confrontos e danos ao patrimônio.
“Impeço que os grupos manifestantes antagônicos entre si se reúnam no mesmo local e data na avenida Paulista, evitando-se assim confrontos e prejuízos decorrentes desta realidade, zelando as autoridades administrativas competentes para que tal empreitada possa ter seu efetivo sucesso.”
Ainda na nota, a secretaria da Segurança Pública informou que está em contato, juntamente com o Ministério Público, com os organizadores dos atos para chegar a um consenso que garanta a segurança de todos e o direito à livre manifestação.
O presidente Jair Bolsonaro chegou a chamar os manifestantes de grupos pró-democracia contrários ao governo federal de “marginais” e “terroristas”, e pediu que as forças de segurança do país atuassaem contra as manifestações marcadas para domingo se os grupos extrapolarem os limites.
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