Brasil

Jornalista brasileiro é localizado preso perto de Trípoli

Repórter do Estadão está preso em uma penitenciária a 20 quilômetros da capital líbia

Estrada de Trípoli: profissionais da BBC também foram presos na Líbia (Wikimedia Commons)

Estrada de Trípoli: profissionais da BBC também foram presos na Líbia (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de março de 2011 às 11h57.

Brasília – A diretora executiva do jornal O Estado de S. Paulo, Luciana Constantino, confirmou à Agência Brasil que o jornalista Andrei Netto, de 34 anos, que estava desaparecido na Líbia, foi localizado. O embaixador do Brasil na Líbia, George Ney de Souza Fernandes, informou ao comando do jornal que Netto está preso em uma penitenciária a 20 quilômetros da capital líbia, Trípoli.

Segundo Luciana, os esforços agora do embaixador e do jornal são para tentar intermediar a libertação de Netto e retirá-lo da Líbia. O comando do O Estado de S. Paulo informou ontem (9) que perdeu o contato com o repórter que fazia a cobertura na área de de Zawiya – uma das regiões onde os conflitos são mais intensos.

A pedido da direção do jornal o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil passaram a atuar na localização de Netto. Até o começo da manhã de hoje o Itamaraty não tinha informações sobre o caso.

Outro caso envolvendo jornalistas ocorreu com empregados da rede britânica de notícias BBC. Segundo a empresa, três jornalistas da rede foram presos e torturados por forças leais ao presidente da Líbia, Muammar Kadafi, quando tentavam entrar em Zawiya. Segundo a BBC, os três profissionais foram encapuzados, algemados e agredidos por integrantes do Exército líbio e da polícia secreta. Os profissionais também foram ameaçados de morte e submetidos a torturas que os faziam crer que seriam executados.

No começo do mês passado, os jornalistas Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Alves, da TV Brasil, foram presos, tiveram os olhos vendados e os equipamentos e documentos apreendidos no Egito, enquanto estavam no país para a cobertura da crise causada pela pressão para a saída do então presidente Hosni Mubarak. Os profissionais foram libertados e enviados de volta para o Brasil.

Acompanhe tudo sobre:ServiçosÁfricaDitaduraLíbiaMídia

Mais de Brasil

Cotado para vice de Haddad, França diz que prefere disputar o Senado em SP

Em carta a Rubio, Flávio Bolsonaro pede que EUA não imponham tarifas ao Brasil

'Tariflávio'? Governo Lula transforma defesa do Pix em arma eleitoral contra Flávio Bolsonaro

Discussão sobre fim da escala 6x1 'não tem razão de existir', diz presidente da Fiems