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Flávio Bolsonaro: minha candidatura é necessária para unir a direita

Senador diz que união da direita é irreversível, defende papel de Michelle na campanha e afirma que Bolsonaro lidera todas as decisões

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concede entrevista. (Edilson Rodrigues//Agência Senado)

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concede entrevista. (Edilson Rodrigues//Agência Senado)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 08h01.

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O senador Flávio Bolsonaro afirmou que sua candidatura à Presidência da República é definitiva e foi necessária para "unir a direita". Segundo ele, em entrevista à CBN, sua candidatura tem como objetivo a "redemocratização do Brasil".

Flávio negou que sua candidatura tenha relação com questões familiares, como proteger o pai da Justiça.

"Eu não sou candidato para livrar meu pai da cadeia. Minha candidatura tem esse lado de buscar com muita coragem, pela política, uma redemocratização do Brasil, porque o que estamos vivendo não pode ser considerado normal. A minha candidatura foi o necessário para unir a direita", disse.

"Quando ele lança o nome do Flávio Bolsonaro, realizou a direita. Todo mundo começou a entender que era um projeto viável e que tem tudo para ser vencedor. É o momento de avaliarem o custo benefício de caminhar comigo agora ou no futuro. Há uma unidade entre todos nós porque sabemos que o Brasil não aguenta mais quatro anos com o PT", afirmou.

A articulação da campanha, segundo Flávio, inclui uma aliança direta com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontado por ele como "peça central para o plano nacional da direita".

“O nome do Tarcísio viabiliza o meu e o meu viabiliza o dele. Não tem lógica eu e Tarcísio sermos candidatos ao mesmo tempo, nem eu de presidente e ele de vice, porque, na minha cabeça, a mudança nacional começa em São Paulo”, disse.

Para Flávio, Tarcísio é “da família” e o caminho conjunto já está definido.

Ainda segundo Flávio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro terá papel estratégico na campanha, com foco no eleitorado feminino e evangélico. “Ela empresta para nós uma grande credibilidade”, disse.

Adesão do centro e expectativa eleitoral

Flávio afirmou que a fase atual de sua provável candidatura é de “consolidação e estabilização” e que a partir de abril "será possível identificar quais partidos desejam integrar a coalizão". Ele espera que os partidos de centro avaliem o custo-benefício de uma aliança ainda no primeiro turno.

Flávio também projetou crescimento nas pesquisas ao reforçar a exposição de suas ideias e imagem. “Meu nome vai crescer ainda mais nas pesquisas a partir do momento que eu mostro quem é o Flávio Bolsonaro, o que eu penso.”

O senador disse que aceitará os resultados das eleições, “até porque vai ser no primeiro turno”.

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